Plano de reestruturação prevê demissão de 10 mil funcionários e fechamento de 1 mil agências
Os Correios registraram prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões até setembro de 2025, quase três vezes maior do que o rombo de R$ 2,1 bilhões verificado no mesmo período do ano passado.
O balanço do terceiro trimestre foi aprovado nesta sexta-feira (28) pelo conselho de administração da estatal.
Para reverter a situação, a cúpula da estatal negocia com um consórcio de bancos públicos e privados um empréstimo de R$ 20 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional.
A operação deve ser fechada na próxima semana e será fatiada em parcelas, com previsão de que os recursos cheguem à estatal em duas ou mais etapas.
A estratégia de parcelamento busca evitar que o dinheiro fique ocioso no caixa dos Correios pagando juros, já que boa parte do financiamento só será utilizada efetivamente em 2026.
O pagamento do empréstimo terá prazo de 15 anos e contará com período de carência de pelo menos dois anos.
O plano de reestruturação da empresa inclui também a saída voluntária de cerca de 10 mil funcionários e o fechamento de pelo menos 1 mil agências.
Sem essas medidas, os prejuízos estimados para 2026 podem chegar a R$ 23 bilhões.
A longo prazo, os Correios estudam a abertura de capital na Bolsa, mantendo o controle da União, e a criação de joint ventures em áreas específicas da companhia para captar recursos.
A meta da estatal é sair do vermelho e começar a gerar lucro a partir de 2027, garantindo a continuidade dos serviços postais e evitando o colapso da empresa.
