Movimento de juristas negras repudia indicação de Messias ao STF - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Movimento de juristas negras repudia indicação de Messias ao STF

Movimento Mulheres Negras Decidem critica indicação de Jorge Messias ao STF e cobra mais diversidade na Corte Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Movimento Mulheres Negras Decidem critica indicação de Jorge Messias ao STF e cobra mais diversidade na Corte Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Coletivo critica escolha de Lula e fala em falta de diversidade na Corte

O movimento “Mulheres Negras Decidem” repudiou a confirmação da indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para a vaga aberta no STF após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A escolha de Lula foi confirmada hoje (20), feriado do Dia da Consciência Negra.

Em nota, o grupo afirmou que o processo deveria ser pautado pela participação social e criticou o que classificou como articulação para apoio de setores religiosos.

“A escolha, pautada primariamente na confiança pessoal do Presidente, revela um entendimento anti-republicano da função constitucional. O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição e da Democracia, não um braço do Executivo, nem um espaço para acomodar aliados. A perpetuação dessa lógica mina a independência do Judiciário”, diz o documento.

Nas últimas semanas, o movimento organizou a campanha #MinistraNegraJá e enviou ao Palácio do Planalto uma lista com nomes de juristas.

Em outubro, advogadas da Rede Feminista de Juristas acionaram o STF com pedido de liminar para que a vaga seja ocupada por uma mulher negra. A ação é relatada pelo ministro André Mendonça.

O coletivo afirma que, em mais de 130 anos, esse perfil nunca foi considerado.

Desde a posse, Lula tem sido pressionado a avaliar nomes de mulheres para tribunais superiores. Atualmente, o STF conta com uma ministra, Cármen Lúcia.

Contexto relacionado

Levantamento recente pela própria imprensa aponta que Lula já promoveu trocas em ministérios comandados por mulheres ao longo do mandato. Dos cargos inicialmente ocupados por ministras, parte foi substituída por decisões administrativas, sem relação com denúncias ou escândalos.

Demissões por denúncias envolveram nomes como Carlos Lupi, Juscelino Filho, Gonçalves Dias e Silvio Almeida, em casos distintos investigados por órgãos de controle.

Esses dados têm sido citados por grupos e entidades que cobram maior participação feminina em cargos de poder.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade