Maurício Camisotti, apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema de roubo dos aposentados, firmou acordo de colaboração premiada, já homologado pelo ministro André Mendonça. Com base na delação, o relator determinou várias prisões e buscas contra os investigados.
A PF já prendeu hoje Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, e André Fidelis, ex-diretor de Benefícios. Também alvo de prisão, o ex-procurador Virgílio de Oliveira está foragido. Os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira.
Os nomes entregues pelo empresário foram:
- Alessandro Stefanutto (ex-presidente do INSS)
- Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”, lobista e apontado como facilitador do esquema)
- André Fidelis (ex-diretor de Benefícios do INSS)
- Virgílio de Oliveira Filho (ex-procurador do INSS)
- Cecília Rodrigues Mota (ligada à Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil – AAPB)
- Maria Liduína Pereira de Oliveira (vinculada à AAPB)
- Maria Ferreira da Silva (vinculada à AAPB)
- Raimunda Cunha (ligada à AAPB)
- José Lins de Alencar Neto (ligado à AAPB)
- Maurício Camisotti (o próprio delator, que confessou sua participação no esquema)
