Moraes prorroga prazo para governo do Rio enviar dados sobre megaoperação
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes prorroga prazo para governo do Rio enviar dados sobre megaoperação

Moraes, Gonet e Hugo Motta se reúnem no STF para debater o Marco da Segurança e ações contra o crime organizado

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Ministro concede mais cinco dias úteis para envio de laudos, relatórios e informações de inteligência

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais cinco dias úteis o prazo para que o governo do Rio de Janeiro encaminhe informações adicionais sobre a megaoperação realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes.

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O pedido partiu do governo estadual. Segundo Moraes, a prorrogação visa “possibilitar que as secretarias de Estado envolvidas disponham de tempo hábil para consolidar e encaminhar as informações e documentos conforme requerido”. O novo prazo termina na próxima segunda-feira (17).

Relator temporário da ADPF das Favelas, ação que determina protocolos para operações policiais em comunidades, Moraes havia solicitado na segunda-feira (10) dados complementares sobre a operação, citando divergências entre informações divulga das pela Secretaria de Segurança e outros órgãos, como o Ministério Público.

Entre as exigências, o ministro determinou que o governo preserve todas as imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes, envie cópias dos laudos necroscópicos com registros fotográficos e detalhe os relatórios de inteligência que embasaram o cumprimento dos mandados contra integrantes do Comando Vermelho.

O Tribunal de Justiça do Rio deve informar quantas pessoas foram presas por mandado ou em flagrante e os resultados das audiências de custódia. Já o Ministério Público deve apresentar laudos de sua perícia independente e o Procedimento Investigatório Criminal completo. A Defensoria Pública precisa confirmar se as famílias das vítimas têm acesso aos autos e às provas.

Moraes também agendou para segunda-feira (17) uma audiência com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os procuradores-gerais de Justiça dos estados e do Distrito Federal. Em seguida, receberá o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar do projeto de lei antifacções.

Em nota, o governo do Rio afirmou estar “sempre pronto a colaborar com as autoridades” e garantiu que todo o material será disponibilizado. Disse ainda que as imagens das câmeras corporais são armazenadas por um ano e permanecem à disposição do Ministério Público e da Justiça. O uso do equipamento começou em 2021 dentro do Programa Estadual de Transparência em Ações de Segurança Pública.

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