Primeira Turma encerrou sustentações das defesas e deve votar dias 18 e 19 de novembro
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta quarta-feira (12) as sustentações orais dos advogados dos réus do núcleo 3 da Ação Penal 2696, que trata do chamado plano de golpe. A votação dos ministros foi adiada para a próxima semana, conforme anunciou o presidente da turma, ministro Flávio Dino.
O primeiro a se manifestar foi o advogado Jeffrey Chiquini, defensor do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, acusado de liderar o plano de execução de autoridades. Ele afirmou que seu cliente “não participou do planejamento, do monitoramento e nem da execução” e criticou a ausência do laudo do celular apreendido pela Polícia Federal. Segundo o advogado, a defesa também não teve acesso aos dados das antenas de telefonia.
Na sequência, o advogado Lissandro Sampaio defendeu o tenente-coronel Ronald de Araújo Júnior. Disse que o cliente “não é ‘Kid Preto’”, não participou de reuniões sobre o suposto plano e não divulgou carta que pressionava generais. A Procuradoria-Geral da República retirou as acusações mais graves contra Ronald e manteve apenas o pedido de condenação por incitação ao crime, o que foi aceito pela defesa.
O advogado Igor Laboissier, que representa o tenente-coronel Sérgio Cavaliere de Medeiros, pediu absolvição ou tratamento idêntico ao de Ronald. Afirmou que Sérgio “não é ‘Kid Preto’”, não elaborou nem assinou a carta e apenas repassou o conteúdo a dois superiores.
Por fim, o advogado Sérgio William dos Anjos, defensor do policial federal Wladimir Matos Soares, questionou a investigação. Disse que o agente, acusado de repassar informações sobre a segurança do presidente Lula durante a transição de governo, teve mensagens analisadas sem que o destinatário fosse investigado.
O julgamento do núcleo 3 deve ser retomado nos dias 18 e 19 de novembro.
