Apresentador contestou o destino dos recursos e acusou ONGs de se beneficiarem do fundo
O apresentador Cláudio Dantas questionou, durante a transmissão do programa Alive nesta segunda-feira (10), a declaração da ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, sobre a destinação dos recursos do Fundo Amazônia.
A ministra havia destacado o aumento da execução orçamentária na atual gestão e o direcionamento de verbas para ações de combate a incêndios, fortalecimento institucional e projetos em comunidades indígenas.
“O Fundo Amazônia tem as suas linhas para os tomadores desses recursos […] Na gestão do presidente Lula, nós saímos de uma execução dos recursos na ordem de 300 milhões para 1 bilhão e meio, destinando para essas diversas frentes”, declarou.
Segundo Marina, entre as ações apoiadas estão repasses de R$ 47 milhões para fortalecer os corpos de bombeiros dos estados da Amazônia e projetos de restauração florestal em áreas degradadas.
Dantas cobra resultados e critica ONGs
Em resposta, Cláudio Dantas e afirmou não enxergar resultados concretos na aplicação dos recursos do fundo.
“Você já percebeu que esse dinheiro, as coisas que eles prometem, você nunca vê elas acontecerem. Então esse dinheiro, por anos e anos, são bilhões. É bilhão daqui, bilhão dali, bilhão de lá, bilhão a colar. E você fica esperando assim: tá, melhorou a saúde indígena? Não. Nunca morreu tanto indígena como no governo Lula. Ah, não, mas pelo menos tem menos incêndio? Não. As queimadas estão batendo recordes no governo Lula, Marina Silva.”
O apresentador também questionou a gestão e o destino dos valores repassados às organizações não governamentais (ONGs) envolvidas nos projetos.
“Esses fundos, por anos, alimentam as mesmas estruturas. Quando teve a CPI das ONGs, ficou claro que 70%, 80% do dinheiro era colocado nesses fundos que iam para as ONGs, e serviam pra quê? Pra pagar os dirigentes das próprias ONGs. O resto ia pra projetos tocados por pessoas relacionadas a esses mesmos grupos. É um ciclo vicioso”, afirmou.
Dantas ainda levantou suspeitas sobre a influência estrangeira na gestão dos recursos ambientais e defendeu que as ONGs sejam investigadas e controladas com mais rigor.
“A maior parte dessas ONGs é tocada por gente estrangeira, desses mesmos países que estão doando dinheiro. Ou seja, o dinheiro vem pra eles e volta pra eles mesmos. Eles se autogerenciam e ainda ditam como devemos cuidar do nosso patrimônio ambiental. Isso é um absurdo.”
O apresentador também criticou a ausência de resultados concretos nas comunidades beneficiadas.
“Mostra pra mim uma única comunidade que vocês tenham desenvolvido e que tenha saído do estado de miséria. O que a gente vê são os piores índices ambientais e sociais. Essas ONGs precisam ser banidas do Brasil. É um sistema de dependência brutal que precisa parar agora.”
Dantas ainda acusou grupos internacionais de biopirataria, citando exemplos de produtos amazônicos registrados no exterior e contestou os dados apresentados e afirmou não enxergar resultados concretos da aplicação dos recursos.
“Você já percebeu que esse dinheiro, as coisas que eles prometem, você nunca vê elas acontecerem. […] Tá, melhorou a saúde indígena? Não. Nunca morreu tanto indígena como no governo Lula. Ah, não, mas pelo menos tem menos incêndio? Não. As queimadas estão batendo recordes no governo Lula, Marina Silva”, disse o apresentador.
A cientista política Júlia Lucy endossou as críticas e afirmou que Marina Silva estaria “comemorando a execução orçamentária como se fosse um resultado em si”.
“Cadê os resultados? Porque ela coloca como algo a ser comemorado o fato de o governo Lula ser o que mais executa. Mas executar significa apenas liberar o dinheiro público”, disse Lucy.
COP 30
Ao comentar a COP30, que acontece em Belém (PA), Lucy criticou os gastos públicos e a falta de estrutura do evento.
“O principal inimigo do Brasil são as autoridades públicas. […] Além de jogar milhões de reais no lixo, a COP30 não está adiantando de nada. Quase nenhuma delegação importante veio para cá, e o que vemos é desperdício de dinheiro com festas e estruturas precárias”, afirmou.
A cientista política também mencionou a tentativa do governo de classificar a tilápia como espécie invasora, medida que, segundo ela, criaria entraves à produção nacional enquanto grandes empresas importariam o peixe de outros países.
