Comissão também aprovou acareação entre “Careca do INSS” e advogado Eli Cohen para esclarecer contradições
A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (6) o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) de cinco pedidos de prisão preventiva de investigados por suspeita de envolvimento em fraudes de descontos sobre benefícios previdenciários. Os requerimentos foram assinados pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e citam risco à ordem pública, à instrução criminal e à aplicação da lei penal.
Entre os alvos estão Felipe Macedo Gomes, dirigente da Amar Brasil; Domingos Sávio de Castro, sócio de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”; Rubens Oliveira Costa, apontado como intermediário de Antunes; Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT); e Silas Vaz, da Conamap.
O documento relativo a Vinícius Cruz — cunhado de Carlos Lopes, presidente da Conafer, segunda maior entidade investigada pela Polícia Federal — destaca que ele e outros convocados não foram localizados para depor, o que prejudica a apuração e indica possível risco de fuga.
Nos requerimentos, Viana pede que o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determine a detenção preventiva “como garantia da ordem pública e da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal”. A CPI sustenta que os investigados podem continuar a praticar crimes ou deixar o país caso permaneçam em liberdade.
As medidas se somam às três prisões em flagrante já decretadas pela comissão desde o início dos trabalhos, incluindo a do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, detido por falso testemunho na segunda-feira (3).
A CPMI também aprovou acareação entre o “Careca do INSS” e o advogado Eli Cohen, proposta pelo vice-presidente do colegiado, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), para confrontar divergências entre os depoimentos. A medida busca esclarecer contradições sobre o funcionamento do esquema revelado pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que apura um sistema bilionário de cobranças indevidas de aposentados e pensionistas por meio de entidades de classe.
