49 postos interditados em operação contra o PCC
Brasília, Segunda, 06 de julho de 2026
Brasil

49 postos são interditados por suspeita de lavar dinheiro para o PCC

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Postos em três estados são alvo da Operação Carbono Oculto 86

49 postos de combustíveis são interditados nesta manhã (05) nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins durante a Operação Carbono Oculto 86, que apura um esquema de lavagem de R$ 5 bilhões ligado ao PCC.

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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo criminoso usava empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro, fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio. 20 dos postos ficam em Teresina, capital piauiense.

A investigação aponta que o esquema é semelhante ao descoberto na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto e considerada a maior da história do país contra o narcoterrorismo.

De acordo com a Polícia Civil do Piauí, o valor movimentado foi identificado em transações atípicas das empresas envolvidas. Entre os bens apreendidos estão um avião do empresário Haran Santhiago Girão Sampaio e um Porsche avaliado em R$ 585 mil.

A polícia também identificou ligação entre empresários locais e operadores financeiros já investigados na 1ª fase da Carbono Oculto.

Agentes cumprem interdições em:

  • Piauí: Teresina, Lagoa do Piauí, Demerval Lobão, Miguel Leão, Altos, Picos, Canto do Buriti, Dom Inocêncio, Uruçuí, Parnaíba e São João da Fronteira;

  • Maranhão: Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras;

  • Tocantins: São Miguel do Tocantins.

A investigação que deflagrou a operação começou após a venda da rede HD, que possui dezenas de postos nos três estados, em dezembro de 2023. De acordo com a polícia, a empresa foi comprada pela Pima Energia e Participações, criada 6 dias antes da transação.

“Informações levantadas pelos investigadores indicaram inconsistências patrimoniais e alterações societárias suspeitas”, informou a SSP-PI.

A investigação também identificou remessa de mais de R$ 700 mil de um dos suspeitos para uma empresa já citada na 1ª fase da Carbono Oculto, com ligação ao PCC.

Ainda de acordo com a polícia, há indícios de fraude fiscal, emissão de notas frias e uso de fundos e holdings para ocultar recursos.

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