Megaoperação contra Comando Vermelho foi adiada 5 vezes por “manobras” dos criminosos
Em entrevista ao programa ALive, do jornalista Claudio Dantas, nesta segunda-feira (03), o deputado estadual Rodrigo Amorim (União-RJ) afirmou que a megaoperação que matou mais de 100 narcoterroristas do Comando Vermelho (CV) quase foi deflagrada em outras cinco oportunidades, mas, devido a “manobras” dos criminosos, acabou sendo adiada.
Segundo o líder do governo Cláudio Castro, essas manobras envolvem crianças e incluem “distribuir brinquedos dentro da comunidade, encher as ruas e vielas da comunidade de crianças, que servem como anteparo, como escudo a esses marginais”.
O parlamentar destacou que, mesmo com os obstáculos, a operação “foi amplamente feita, realizada, consubstanciada em estudos técnicos, com avaliação de cenário e serviço de inteligência — que a esquerda tanto fala e repete como um mantra — em uma tentativa de imposição de narrativa. Mas a inteligência prevaleceu”.
Ele também lamentou as mortes dos policiais na Operação Contenção. Segundo ele, os agentes foram as “verdadeiras vítimas”. Amorim ressaltou ainda que “não houve perda de crianças inocentes, não houve trabalhadores ou sonhos frustrados dentro de um ambiente que aprovou a operação policial como uma operação redentora, para livrar o cidadão de bem, devolver uma parcela significativa do nosso território para quem de direito e, justamente, defender a soberania do Brasil que está afrontada neste momento”.

MORAES NO RIO
O parlamentar também comentou a atuação de Alexandre de Moraes na ADPF das Favelas. O ministro do STF se reuniu nesta segunda, após a megaoperação, com o governador Cláudio Castro e representantes das forças de segurança do Rio, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, para ouvir explicações sobre a ação.
Amorim criticou o que chamou de “ativismo judiciário” e a “interferência de instituições dentro da ordem democrática natural, sob o argumento e a narrativa falaciosa de uma suposta manutenção do Estado Democrático de Direito, quando na verdade é justamente o contrário”.
“Como conservador, eu sou um defensor, ainda mais, das instituições. Ocorre que, neste momento, foi deflagrada uma guerra no Rio de Janeiro, efetivamente, com a reação do Estado, que é o detentor do monopólio da força coercitiva, como deve ser”, afirmou.
Para o deputado, Castro teve “uma postura de fortalecimento das instituições, de dar salvaguarda jurídica às polícias e, sobretudo, um gesto de coragem: botar o dedo na ferida e cumprir o seu papel constitucional de enfrentar o maior problema do Brasil hoje, que é a segurança pública. Reagiu. Então, parabéns ao governador”.

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