Oruam faz postagem provocadora nas redes sociais sobre operação que causou a morte de pelo ao menos 119 pessoas
O filho de Marcinho VP, chefe do Comando Vermelho, Oruam publicou em seu X que “As favelas do Rio de Janeiro são campos de concentração da polícia, como aqueles da Alemanha.”
As favelas do rios de janeiro são campos de concentração da polícia, como aqueles da Alemanha. pic.twitter.com/YYWohoq6cZ
— 🅞🅡🅤🅐🅜 22 🃏 (@mauro_davi6) October 29, 2025
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, tem 23 anos e é filho de Marcinho VP, condenado por homicídio, tráfico e associação criminosa. Ele é um dos nomes mais populares do rap e do trap no país, com milhões de seguidores que acompanham seu estilo de vida ostentatório, incluindo joias, carros de luxo, festas milionárias e declarações provocadoras.
A trajetória do rapper é marcada por polêmicas e investigações recentes. No meio deste ano a Polícia Civil do Rio informou que vai indiciá-lo por associação ao tráfico, resistência qualificada, desacato e dano ao patrimônio público. Durante a ação, o artista chegou a usar redes sociais para pedir ajuda, atraindo apoiadores e causando tumulto com arremesso de pedras. Um policial ficou ferido. Mais tarde, Oruam publicou outro vídeo desafiando a polícia a buscá-lo no Complexo da Penha.
Não é a primeira vez que ele é alvo da DRE. Em fevereiro, Oruam teve mandados de busca e apreensão cumpridos e foi preso após um foragido ser localizado em sua casa. Dias antes, havia sido detido por manobra perigosa durante uma blitz, usada para promover o lançamento de um álbum.
Oruam mantém ligação direta com figuras do crime. Já subiu ao palco do Lollapalooza com camiseta em apoio a Marcinho VP e tem tatuado o nome de Elias Maluco, assassino do jornalista Tim Lopes.
A Megaoperação da Polícia do Rio de Janeiro no Complexo do Alemão, realizada na terça-feira (28), deixou 119 mortos, superando o Massacre do Carandiru, que deixou 111 mortos em 1992. O confronto durou cerca de 15 horas, mobilizou 2.500 agentes e faz parte da Operação Contenção, que visa prender lideranças do Comando Vermelho e conter a expansão territorial do grupo.
A Defensoria Pública do Rio informou que ao menos 130 pessoas morreram nos Complexos da Penha e do Alemão. Moradores retiraram mais de 60 corpos de áreas de mata durante a madrugada, segundo relatos locais.
