Lula justifica sistema do narco-estado que está impregnado
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

ALive: Lula justifica sistema do narco-estado que está impregnado em todos os lugares

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Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Deputado defende ação no Rio, critica Lula e diz que crime domina a economia pela omissão do Estado

O programa ALive, apresentado pelo jornalista Claudio Dantas, abordou nesta quarta-feira (29) a alta criminalidade no país e a megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou na morte de pelo menos 115 narcoterroristas.

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Para o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), que participou do programa de hoje e defendeu a ação dos policiais, a dificuldade de enfrentar o crime organizado nas favelas é clara, e não dá para “simplesmente” bater na porta do bandido, “pedir licença para entrar” e prendê-lo, já que os criminosos das favelas do Rio possuem armas, munição e tecnologia “capaz de propor uma guerra à polícia”.

“Não tem como fazer isso, né? Vai entrar num processo desses com todo mundo, um cara com drone atirando bomba em cima de um policial, com barricadas em todos os lugares. Mas isso não começou agora”, destacou o parlamentar.

Moreira relembrou a frase de Lula, sobre o “traficante também ser vítima do usuário”, e disse que o petista, na verdade “está justificando um sistema do narco-estado que está impregnado em todos os lugares, que tem grande influência no processo eleitoral”.

O deputado ressaltou que o problema vai além da violência nas favelas, alcançando também a naturalização do crime e sua influência sobre o comportamento social e político. Segundo ele, “o mesmo cidadão que diz que na favela pode isso e não pode aquilo, ele pode dizer o seguinte: se não votar em fulano, alguém da sua família morre”, o que, para o parlamentar, demonstra como “o resultado eleitoral está completamente distorcido pela omissão do Estado”.

Moreira disse ainda que, muitas vezes, a sociedade trata “o atalho do crime, o descumprimento da ordem legal, como se fosse normal”, citando como exemplo “o cara que é dono do jogo do bicho, o grande financiador da escola de samba, e o Brasil inteiro vai lá aplaudir”.

Para o deputado, essa naturalização faz com que “o chefe da ilegalidade, um bandido chefe, seja tratado como se fosse grande autoridade”.

O parlamentar também criticou a relação do Estado com chefes do tráfico, dando como exemplo uma Copa do Mundo: “Vai ter a Copa do Mundo no Rio de Janeiro, e aí há uma negociação com o chefe do tráfico para dar guarida, para deixar a Copa acontecer. Meu Deus, é a mesma coisa que pedir licença para o traficante para não vender droga para o meu filho por cinco dias. Não vende agora, depois continua vendendo”.

Moreira também apontou que a omissão estatal permitiu que as facções se expandissem por diversos setores da economia e da vida cotidiana, ampliando seu poder de influência. Segundo ele, “eles estão instalados no Brasil inteiro” e “tomaram conta do país por absoluta omissão do Estado”.

O deputado citou exemplos da presença do crime em diferentes áreas: “Eles estão no cigarro eletrônico, e a Anvisa não libera o cigarro eletrônico. Estão no combustível, e nós renunciamos a 200 bilhões de arrecadação de combustível, porque eles estão no meio. Eles estão no metanol, matando pessoas, misturando na bebida, e ninguém fiscaliza, embora haja tecnologia sobrando para fiscalizar. Matam as pessoas, porque por trás está o narcotraficante”, afirmou.

“Bandido é bandido, tem que estar na cadeia, e o controle tem que ser feito pelo Estado. Onde o Estado renuncia, o crime se estabelece, e a população é a vítima deles”, finalizou Moreira.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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