PGR mantém suspeita contra Martins e defende investigação
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

PGR reforça suspeita da PF contra Martins e apoia investigação sobre fraude

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Foto: Divulgação/Funag

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Martins cumpre medidas cautelares enquanto apuração sobre fraude prossegue

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a investigação, solicitada pela Polícia Federal (PF), envolvendo o registro de entrada de Filipe G. Martins, ex-assessor de Jair Bolsonaro, nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022.

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A PGR seguiu a linha da PF, que tenta inverter o ônus da fraude contra Martins, atribuindo a responsabilidade à comitiva de Bolsonaro. No entanto, a inserção do registro falso ocorreu em 2024, quando o ex-assessor de assuntos internacionais já estava preso.

De acordo com a procuradoria, até o momento, “não se esclareceu suficientemente o motivo de o nome do réu figurar na lista de passageiros da aeronave presidencial” e o nome de Filipe aparecer em dois sistemas do governo americano.

O pedido de investigação pela PF surgiu após a Customs and Border Protection (CBP, controle de fronteiras americano) emitir uma nota, nos últimos dias, confirmando a alegação da defesa de Martins de que ele, na verdade, não viajou aos EUA em dezembro de 2022. O fato já tinha sido comprovado nos autos do processo pela defesa com outros documentos de geolocalização.

A fraude contra Martins, como revelou a advogada do ex-assessor a este site, é investigada pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), pelo FBI e pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, responsável pelo CBP (Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA).

Embora atualmente esteja solto, Martins cumpre medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Ele é réu no Supremo, acusado de ter participado da elaboração da suposta “minuta golpista” que visava reverter os resultados das eleições de 2022.

INQUÉRITO CONTRA CRÍTICOS DA PRISÃO DE MARTINS

Ao pedir a investigação sobre a fraude, a PF também associou críticas de advogados e jornalistas à condução da Operação Tempus Veritatis a uma suposta “milícia digital”.  A PF sugeriu a abertura de uma nova apuração ao afirmar que críticas públicas à investigação poderiam estar sendo usadas para “descredibilizar provas e autoridades”.

“Não se pode olvidar que essa circunstância envolvendo a prisão de Filipe Garcia Martins Pereira tem sido utilizada como prática de novas ações de embaraçamento […] A metodologia observada ostenta semelhança com a atuação da ‘Milícia Digital’ investigada no INQ 4874/DF, em especial pela utilização da internet para a propagação de informações falsas por meio de influenciadores digitais e, até mesmo, de advogados que possuem posição de autoridade perante o público de interesse”, alegou Shor em ofício ao STF.

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