Após Carol de Toni ameaçar sair do PL, deputado afirma que a candidatura do irmão ao Senado representa continuidade do legado bolsonarista
Após a deputada federal Carol de Toni (PL-SC) admitir que pode deixar o partido caso fique fora da chapa ao Senado em 2026, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) saiu em defesa do irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), e criticou o que chamou de “tentativa artificial de dividir a direita”.
A confusão começou depois que Carol de Toni reclamou publicamente das articulações conduzidas pelo governador Jorginho Mello (PL-SC), que trabalha pela reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC).

Com Amin mantido na chapa e uma vaga destinada a Carlos Bolsonaro, a deputada ficaria de fora. Em entrevista à Rádio Princesa Xanxerê, ela afirmou que a escolha de Mello é movida por cálculo eleitoral, o tempo de TV garantido pela aliança com o PP, e disse contar com o apoio pessoal de Jair Bolsonaro para disputar o Senado.
Eduardo critica Deltan e Van Hattem e pede “união da direita”
Nas redes sociais, a declaração de Carol gerou forte repercussão. Deputados ligados ao partido Novo, como Marcel Van Hattem e Deltan Dallagnol, aproveitaram o embate para convidar a parlamentar a migrar de legenda.
Eduardo Bolsonaro reagiu de imediato, acusando setores da direita de estimular divisões em vez de fortalecer o campo conservador.
“É criar uma divisão sem sentido, irracional, ou racional para quem busca certos fins partidários. Não me admira ver o Deltan convidando-a abertamente para o Novo e ninguém falando da tal ‘união da direita’”, escreveu o filho do ex-presidente.
Eduardo também rebateu as críticas à candidatura do irmão em Santa Catarina. “Muita gente quer que o setor público funcione como o privado. Pois nas grandes empresas, os sucessores são filhos dos fundadores, não por privilégio, mas por eficiência e confiança. Quem entenderia melhor o negócio do que quem cresceu dentro dele?”, disse ele.
Em meio à disputa, parte do eleitorado catarinense se manifestou nas redes. Embora muitos reafirmem apoio a Bolsonaro, há resistência à candidatura de Carlos fora do Rio de Janeiro. “Sou de direita, sou Bolsonaro, mas aqui é Carol sempre”, disse uma eleitora.
Carol de Toni, por sua vez, mantém o discurso firme e tenta evitar o rótulo de figura controlada pelo grupo presidencial. “Tem gente que acha que, porque sou serena, sou fantoche. Mas aqui ninguém é fantoche, ninguém é palhaço”, afirmou.
