Brasil pede socorro por acordo com EUA, mas Trump não avança nas negociações
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Brasil pede socorro por acordo com EUA, mas Trump não avança nas negociações

Lula e Trump em encontro na Malásia Foto: Ricardo Stuckert/ Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert/ Agência Brasil

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Por Redação

Governo prepara ofensiva diplomática com Haddad, Vieira e Alckmin em Washington para tentar reverter tarifa de 50% sobre produtos brasileiros

O governo brasileiro segue correndo contra o tempo para tentar o quanto antes começar as negociações com os Estados Unidos para reduzir o tarifaço de 50% sobre produtos nacionais.

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A estratégia do Palácio do Planalto é enviar uma espécie de “tropa de choque” a Washington, formada pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Geraldo Alckmin (Indústria e Comércio), também vice-presidente da República.

O objetivo é elevar as tratativas ao mais alto nível político e mostrar disposição para fechar um acordo.

A ofensiva diplomática ganhou corpo principalmente depois do encontro entre Lula e Donald Trump, na Malásia, no último domingo.

A conversa entre negociadores dos dois países, realizada na manhã de segunda-feira (noite de domingo no Brasil), não trouxe avanços concretos.

Os Estados Unidos não aceitaram suspender de imediato as tarifas, frustrando a expectativa do governo brasileiro, que esperava um gesto de boa vontade da Casa Branca.

Donald Trump e Lula durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático - ASEAN Foto: Ricardo Stuckert/ Agência Brasil
Donald Trump e Lula durante a 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático – ASEAN Foto: Ricardo Stuckert/ Agência Brasil

Interesses divergentes

Enquanto o Brasil pressiona por rapidez, Washington mantém um ritmo mais prudente. A equipe de Trump está focada na cúpula da Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (APEC), em Seul, e na reunião do presidente americano com o líder chinês Xi Jinping.

O governo brasileiro tenta aproveita “o clima” para incluir na pauta não apenas o comércio, mas também o fim de sanções contra autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes, tema que, segundo fontes, não avançou.

Apesar da falta de resultados práticos, Trump manteve um tom diplomático, o que no entanto, não altera o cenário: enquanto o Brasil busca alívio econômico e reconhecimento internacional, a Casa Branca segue priorizando seus próprios interesses estratégicos.

Na prática, Lula tenta transformar cordialidade em acordo, mas, até agora, é Trump quem define o ritmo da conversa.

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