Ex-deputado admitiu fraudes durante campanha; líder da Casa Branca diz que punição foi exagerada
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), anunciou nesta sexta-feira (17) que concedeu o perdão da pena de prisão do ex-deputado George Santos — integrante do mesmo partido político —, liberando-o imediatamente.
Santos, que cumpria pena de sete anos por admitir fraudes relacionadas à sua campanha eleitoral, estava detido desde julho deste ano em uma penitenciária federal em Nova Jersey. De origem brasileira, o ex-parlamentar foi expulso da Câmara dos Representantes em 2023 após o escândalo.
Trump justificou a decisão alegando que o ex-parlamentar foi tratado de forma desproporcional.
“George Santos era um tanto ‘bandido’, mas há muitos bandidos em todo o país que não são obrigados a cumprir sete anos de prisão”, afirmou em sua rede social, Truth Social.
Segundo o líder da Casa Branca, Santos está em um “confinamento solitário há longos períodos e, segundo todos os relatos, tem sido terrivelmente maltratado”.
Ele também comparou o caso ao do senador democrata Richard Blumenthal, a quem acusou de forjar seu passado militar.
“Isso é muito pior do que o que George Santos fez, e pelo menos Santos teve a coragem, a convicção e a inteligência para SEMPRE VOTAR REPUBLICANO!”, declarou.
Com a comutação — decisão que substitui a pena por uma mais branda, realizada por meio de decreto presidencial — ele deixa a prisão, mas continua inelegível e ainda deve mais de US$ 500 mil em multas.
