Relator da CPMI critica blindagem e cobra responsabilização de envolvidos em fraudes do INSS
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Relator da CPMI critica blindagem e cobra responsabilização de envolvidos em fraudes do INSS

relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar classificou o dia como “um Dia da Impunidade” e criticou o que chamou de “blindagem em série” dentro do Parlamento. foto: Divulgação
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Por Redação

Alfredo Gaspar lamenta rejeição de convocações e diz que o Congresso vive “ Dia da Impunidade”

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil – AL), fez um discurso indignado após a comissão rejeitar, nesta quinta-feira (16), pedidos de convocação de figuras centrais no esquema que desviou mais de R$ 800 milhões de aposentados e pensionistas.

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Gaspar classificou o dia como “um dia da impunidade” e criticou o que chamou de “blindagem em série” dentro do Parlamento.

“Nós tivemos a infelicidade de haver maioria para não convocar Paulo Bodens, Gustavo Gaspar, Daniela Fontenelles, Frei Chico e ainda por cima o presidente do sindicato que tirou 800 milhões de aposentados e pensionistas. O povo brasileiro precisa cobrar responsabilidade”, afirmou o relator.

Gaspar disse não ter “criminoso de estimação” e defendeu que os parlamentares devem explicações à sociedade sobre as decisões da comissão. Ele afirmou que há um movimento de proteção a figuras poderosas, inclusive com a concessão de habeas corpus a alguns investigados, enquanto outros são expostos como “bois de piranha”.

“Alguns poderosos vieram para cá com habeas corpus e outros tiveram até um habeas corpus para não comparecer. Aí deixaram esse boi de piranha sem habeas corpus. Eu não vou fazer esse jogo. Nós temos que alcançar os tubarões”, declarou o deputado.

O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar classificou o dia como “Dia da Impunidade” e criticou o que chamou de “blindagem em série” dentro do ParlamentoFoto: Saulo Cruz Agência Senado Divulgação
O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar classificou o dia como “Dia da Impunidade” e criticou o que chamou de “blindagem em série” dentro do Parlamento
Foto: Saulo Cruz Agência Senado Divulgação

Apesar das críticas, Gaspar elogiou a postura do depoente ouvido nesta quinta-feira, afirmando que ele “mentiu, mas foi respeitoso” e “foi usado para o dinheiro passar”. Segundo o relator, a CPMI não pode se contentar com “prisão de laranja”, e sim buscar os “grandes” responsáveis pelo desvio.

O parlamentar adiantou que na próxima semana pode analisar fundamentos para um pedido de prisão preventiva de envolvidos com o esquema, especialmente dirigentes sindicais.

“Tem muito presidente de sindicato e diretor precisando ser preso. E tem muita gente querendo blindar esse pessoal. Acho isso uma vergonha”, reforçou.

Gaspar também reagiu à fala do presidente Lula, que recentemente afirmou que o nível do Parlamento está baixo. Segundo ele, as sucessivas blindagens dentro da CPMI “demonstram exatamente esse nível baixo” e contribuem para o desgaste da imagem do Congresso.

“O povo brasileiro está vendo ao vivo a blindagem institucional. É vergonhoso. Aqui não tem que ter cor nem ideologia. A CPMI tem o dever de ir até o fim”, concluiu o relator.

 

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