Toffoli diz que Detrans “fragilizam direitos” e trava avanço do Marco das Garantias - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Toffoli diz que Detrans “fragilizam direitos” e trava avanço do Marco das Garantias

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Por Redação

Ministro devolve poder aos cartórios e limita retomada de bens em caso de calote

O ministro do STF Dias Toffoli, vetou a execução de alienação fiduciária pelos Detrans, devolvendo todo o poder aos cartórios. A medida dificulta a recuperação de bens em caso de inadimplência.

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O Marco Legal das Garantias (Lei 14.711/2023) permitia que credores retomassem veículos e imóveis de forma mais ágil, sem depender de processos longos.

Toffoli justificou que os cartórios seguem um “regime jurídico estrito e uniforme”, fiscalizado pelo CNJ e corregedorias de Justiça.

“Atribuir os procedimentos extrajudiciais aos órgãos de trânsito fragiliza a garantia dos direitos constitucionais dos devedores”, disse Toffoli.

O voto foi seguido pelo ministro Cristiano Zanin. O julgamento foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes.

O Marco Legal buscava destravar crédito e estimular financiamentos. Com a decisão, operações de retomada de veículos voltam a depender de cartórios, revertendo avanços iniciados em janeiro de 2025.

Impacto econômico

  • Mercado atual de veículos: R$ 400 bilhões/ano em financiamentos
  • Com o Marco Legal das Garantias: até R$ 1 trilhão, com mais acesso e competição

A Acrefi afirmou que a decisão pode interromper processos e elevar o custo do crédito automotivo, defendendo a atuação integrada de Detrans, cartórios e Judiciário.

STF restringe atuação dos Detrans e reduz alcance do Marco Legal das Garantias, que poderia liberar até R$ 1 trilhão em crédito.
Dias Toffoli veta execução de alienação fiduciária pelos Detrans e devolve poder aos cartórios.

O IRTDPJ elogiou a decisão, afirmando que proibir Detrans de executar alienação fiduciária garante maior segurança jurídica e não fragiliza o Marco Legal.

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