Alcolumbre escolhe Renan Calheiros para relatar projeto de isenção do IR no Senado
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Alcolumbre escolhe Renan Calheiros para relatar projeto de isenção do IR no Senado

Renan Calheiros atua para atrapalhar investigação da CPMI do INSS sobre o Master
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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Proposta, que isenta do IR salários de até R$ 5 mil, será analisada na CAE antes de seguir ao plenário

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), designou nesta terça-feira (7) o senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil. A medida, aprovada por unanimidade na Câmara dos Deputados, agora tramita no Senado e precisa ser aprovada até o fim do ano para entrar em vigor em 2026.

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), designou nesta terça-feira (7) o senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da proposta que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil. A medida, aprovada por unanimidade na Câmara dos Deputados, agora tramita no Senado e precisa ser aprovada até o fim do ano para entrar em vigor em 2026.

A escolha de Calheiros reforça seu protagonismo na condução da matéria, que seguirá em análise apenas pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), seguida pelo plenário da Casa. Alcolumbre justificou a nomeação, ressaltando a experiência política e institucional do senador alagoano.

“Eu decidi e pedi ao presidente Renan que, pela experiência que tem do ponto de vista institucional, na relação com os outros Poderes, e por tudo o que representa para o Senado da República e para o Brasil — repito, na condição de ex-presidente da Casa por quatro mandatos e atual presidente da Comissão de Assuntos Econômicos — fosse o relator desta matéria, fundamental para darmos celeridade à sua tramitação”, afirmou à imprensa.

Alcolumbre, ao lado do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-RJ), além do próprio Calheiros, lembrou ainda que o Senado já discutia tema semelhante desde 2019, com um projeto de autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM), o que justificaria a tramitação mais enxuta agora.

Renan, por sua vez, afirmou que pretende promover uma tramitação “transparente e participativa” e adiantou que pretende realizar pelo menos quatro audiências públicas para envolver a sociedade no debate. Apesar de admitir a possibilidade de ajustes no texto, sinalizou que o objetivo é evitar alterações que obriguem o projeto a retornar à Câmara.

Calheiros criticou tempo levado pelos deputados para tramitação 

Em tom crítico, Calheiros também aproveitou a ocasião para apontar irregularidades na tramitação da matéria na Câmara, onde a relatoria foi comandada por Arthur Lira (PP-AL), seu adversário político.

“Porque, lá na Câmara dos Deputados, ela serviu, lamentavelmente, como instrumento de chantagem e de pressão contra o governo e até sobre a pauta do Poder Legislativo. Em alguns momentos, alguns deputados entenderam que era preciso votar a matéria sob essas condições.”

A expectativa, segundo ele, é que o projeto seja votado no plenário ainda em outubro.

“Eu acho que não demorará 30 dias, o que é muito pouco diante dos sete meses que levou para tramitar na Câmara dos Deputados. Vamos envolver a sociedade nesse debate, assim como o governo e todos que puderem, de alguma forma, contribuir para que o Senado faça o melhor possível em relação à isenção do Imposto de Renda.”

A proposta aprovada pela Câmara prevê:

  • Isenção total do IR para salários de até R$ 5 mil;
  • Faixa de desconto progressivo até R$ 7.350;
  • Nova alíquota mínima de 10% para rendas superiores a R$ 1,2 milhão ao ano;
  • Taxação de lucros e dividendos enviados ao exterior acima de R$ 50 mil;
  • Compensações financeiras a municípios para evitar perdas na arrecadação.

Caso o texto seja aprovado no Senado sem alterações, segue direto para sanção presidencial. A expectativa é que entre em vigor em 2026.

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