Governo falha no combate ao aumento dos casos de metanol
Brasília, Sexta, 17 de julho de 2026
Saúde

Governo falha no combate ao aumento dos casos de metanol

Ministério da Saúde recorre a apoio internacional para combater intoxicação por Metanol
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Por Redação

Já são mais de 100 casos suspeitos e governo reforça as ações de emergência com apoio internacional

O Ministério da Saúde confirmou nesta sexta-feira (3) 113 casos suspeitos de intoxicação por metanol no país. São 11 confirmações laboratoriais e 102 em investigação. Novas ocorrências foram registradas na Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul, além de São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco. O total de mortes chega a 12, uma já confirmada em São Paulo. A Polícia Federal conduz operações em São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina contra fábricas clandestinas de bebidas adulteradas.

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Segundo dados oficiais, São Paulo concentra mais de 90% das ocorrências, com 101 registros. Pernambuco, Bahia, Distrito Federal, Paraná e Mato Grosso do Sul também possuem casos em análise. O aumento acionou alerta nacional e levou à criação de uma Sala de Situação para monitorar e coordenar ações emergenciais.

A intoxicação é causada pela ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, substância tóxica que pode provocar cegueira e morte. Dos 12 óbitos registrados, um foi confirmado em São Paulo e os demais seguem sob investigação em quatro estados.

Para reforçar a resposta, o Ministério da Saúde adquiriu 4.300 ampolas de etanol farmacêutico, usadas em casos de envenenamento por metanol, e negocia a compra de 150 mil novas unidades para o Sistema Único de Saúde. O governo solicita ainda apoio internacional na busca por fomepizol, medicamento essencial e de baixa disponibilidade, com pedidos enviados aos órgãos reguladores da Índia, Estados Unidos, Portugal e à Organização Pan-Americana da Saúde.

O metanol ainda não é registrado para ser comercializado no Brasil
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A Polícia Federal segue com operações integradas para desmontar esquemas de produção e distribuição de bebidas adulteradas. As amostras são coletadas para análise e os responsáveis ​​estão sendo rastreados em conjunto com órgãos estaduais e federais.

O Ministério da Saúde orienta estados e municípios a notificarem de imediato os casos suspeitos, reforçando a vigilância epidemiológica. A população deve evitar o consumo de bebidas de origem duvidosa e procurar atendimento médico se apresentar sintomas como embriaguez prolongada, desconforto gástrico ou alterações visuais até 24 horas após o consumo.

A Sala de Situação envolve representantes dos ministérios da Saúde, Justiça, Segurança Pública e Agricultura, além dos conselhos de saúde e vigilância sanitária. O governo trata o caso como emergência nacional e espera que os resultados laboratoriais ajudem a identificar a origem do metanol e orientar as próximas medidas de contenção.

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