China condena ex-ministro à morte por propina
Brasília, Quinta, 09 de julho de 2026
Mundo

China condena ex-ministro da Agricultura à morte por propina

China condena o ex-ministro Tang Renjian à morte por propina de US$ 37,6 milhões; execução fica suspensa por dois anos.
China condena o ex-ministro Tang Renjian à morte por propina de US$ 37,6 milhões; execução fica suspensa por dois anos.

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Por Marília Rodrigues

Tribunal impõe pena capital com execução suspensa por 2 anos; caso envolve US$ 37,6 milhões em subornos

O ex-ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Tang Renjian, foi condenado à morte por receber propinas que somam mais de 268 milhões de yuans (cerca de US$ 37,6 milhões). A sentença foi proferida pelo tribunal de Changchun, na província de Jilin, com execução suspensa por dois anos. A decisão saiu no domingo, 28 de setembro.

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Tang, que chefiou a pasta entre 2020 e 2024, admitiu os crimes. A investigação do órgão anticorrupção começou em maio de 2024. Seis meses depois, ele foi expulso do Partido Comunista Chinês (PCCh).

Segundo a Justiça chinesa, as vantagens indevidas englobaram dinheiro e propriedades. A corte registrou que o ex-ministro acumulou os subornos entre 2007 e 2024, período em que ocupou diferentes cargos no governo, incluindo o de governador da província de Gansu (2017–2020).

A condenação se soma a outros processos de alto escalão no país por corrupção. O Poder360 relembra o caso de Zhou Yongkang, ex-chefe de segurança doméstica, preso desde 2015 por suborno, abuso de poder e vazamento de segredos de Estado.

Campanha anticorrupção de Xi

Em janeiro, o presidente Xi Jinping afirmou que a corrupção é a “maior ameaça” ao PCCh. Desde 2020, o governo intensificou expurgos e controles no aparato de segurança, com o objetivo declarado de assegurar que policiais, promotores e juízes sejam “absolutamente leais, absolutamente puros e absolutamente confiáveis”. Para apoiadores, a campanha reforça a governança; críticos veem também um instrumento político para neutralizar rivais.

Entre os desdobramentos recentes apontados pela imprensa chinesa e internacional, as investigações também atingiram o então ministro da Defesa Li Shangfu e o antecessor Wei Fenghe, removidos em processos ágeis, a exemplo do que ocorreu com Tang.

A execução da pena foi suspensa por dois anos — modalidade prevista no sistema penal chinês. O caso mantém o foco na campanha anticorrupção e pode ter efeitos em cadeia sobre quadros médios e altos da burocracia, especialmente nas áreas de defesa, agricultura e segurança interna.

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