Moraes acelera ação no STF para liberar doações de empresas em campanhas Alexandre de Moraes deu urgência à ação do Solidariedade que pede retorno das doações eleitorais de empresas, proibidas pelo STF desde 2015.
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Justiça

Moraes acelera ação no STF para liberar doações de empresas em campanhas

Moraes manda notificar Eduardo Bolsonaro por edital, desmembra caso e dá 15 dias para defesa em denúncia por coação.

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Proibição de 2015 concentrou recursos em partidos grandes, diz ação

O ministro do STF Alexandre de Moraes decidiu nessa segunda-feira (22) dar andamento acelerado à ação que pede a retomada das doações eleitorais de pessoas jurídicas. A prática foi proibida pelo próprio STF em 2015 e pode voltar a ser analisada pela Corte.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A iniciativa partiu do Solidariedade, partido comandado pelo deputado federal Paulinho da Força, que também é relator na Câmara do projeto de anistia para condenados por supostos atos golpistas. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi protocolada no dia 17 de setembro, e Moraes foi designado relator por sorteio.

Na ação, o Solidariedade alega que, com a proibição, as campanhas eleitorais passaram a depender quase exclusivamente de fundos públicos, favorecendo as legendas mais estruturadas e reduzindo a competitividade do processo democrático.

Ao reconhecer a “relevância da matéria e seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica”, Moraes determinou o trâmite em caráter de urgência. O ministro deu dez dias para que a Presidência da República e o Congresso Nacional se manifestem. Em seguida, Advocacia-Geral da União (AGU) e Procuradoria-Geral da República (PGR) terão cinco dias para apresentar parecer.

Na prática, a decisão abre caminho para que o STF volte a discutir, em breve, a participação de empresas no financiamento de campanhas eleitorais.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade