Hugo Motta defende retirar “pautas tóxicas” após protestos contra PEC da Blindagem Após protestos contra a PEC da Blindagem e a anistia, Hugo Motta defendeu encerrar “pautas tóxicas” e afirmou que manifestações mostram democracia ativa.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Hugo Motta defende retirar “pautas tóxicas” após protestos contra PEC da Blindagem

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Por Redação

Deputado afirmou que o Legislativo não pode seguir com debates que paralisam o país

Um dia depois das manifestações contra a PEC da Blindagem e o projeto da anistia, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (22) que é hora de encerrar debates que, na visão dele, são prejudiciais.

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“É o momento de tirar da frente pautas tóxicas; vamos tirar essas pautas tóxicas porque ninguém aguenta mais essa discussão, temos que olhar para frente”, disse em evento promovido pelo BTG Pactual.

O parlamentar avaliou que os atos de domingo (21) mostraram a vitalidade da democracia no país.

“As manifestações de ontem demonstram que a nossa democracia segue mais viva do que nunca. Há 15 dias atrás tivemos outras pautas também reivindicando outras pautas. Eu tenho um respeito muito grande pelas manifestações populares, então eu fico feliz de ver as pessoas indo às ruas defender aquilo que acreditam”, disse

Os protestos foram organizados por movimentos e partidos de esquerda, com manifestantes empunhando bandeiras do Brasil em diversas capitais. No início de agosto, o presidente Donald Trump aumentou para 50% as tarifas sobre as exportações brasileiras.

Ao comentar a PEC da Blindagem, Hugo Motta ressaltou a necessidade de garantir o livre exercício do mandato.

“Com relação a PEC das Prerrogativas, é importante dizer que desde a aprovação da nossa Constituição, em 1988, nenhum poder, a não ser o Poder Legislativo abriu mão de suas prerrogativas, nem o Poder Judiciário e com razão”, afirmou.

A proposta foi aprovada na Câmara com apoio de partidos do centro e da oposição e agora está em análise no Senado. A medida amplia a imunidade parlamentar, permitindo maior proteção contra processos criminais.

“Hoje nós temos deputados processados por crimes de opinião, por discursos na tribuna, por uso das redes sociais… essa é a realidade do país hoje. É por isso que a Câmara dos Deputados, em sua maioria, com mais de 350 votos decidiu não inventar nenhum texto, mas fazer apenas a retomada do Constituinte originário”, disse Hugo.

Para ele, a forma como a proposta foi apelidada distorce seu objetivo: “Toda essa discussão ser distorcida com PEC da Blindagem, PEC disso e PEC daquilo, não é correto”.

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