ALive: Marcos Degaut critica relação do governo Lula com narcotraficantes e PCC No ALive, Marcos Degaut disse que governo Lula mantém relação simbiótica com facções e se recusa a reconhecer o PCC como grupo terrorista.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

ALive: Marcos Degaut critica relação do governo Lula com narcotraficantes e PCC

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Por Redação

Ele afirma que PCC e Comando Vermelho não podem ser confundidos com movimentos sociais

O analista de segurança internacional Marcos Degaut participou nesta sexta-feira (19) do programa ALive e criticou a relação do governo Lula com facções criminosas. Segundo ele, o atual governo trata com condescendência organizações como o PCC e o Comando Vermelho, enquanto tenta imputar falsas acusações a adversários políticos.

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“Costuma-se atribuir a Lênin a estratégia de tentar imputar falsas acusações a outras pessoas no sentido de ‘acuse-o do que você faz, chame-o do que você é’. Independentemente da autoria dessa estratégia, nós podemos traduzir isso aí exatamente como mentiras embaladas como verdade”, afirmou.

Degaut ressaltou que, durante os quatro anos em que serviu ao governo Bolsonaro, jamais houve notícia de autoridades recebendo narcotraficantes ou narcoterroristas. Ele destacou as dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança para acessar comunidades dominadas pelo crime, contrastando com a postura de Lula e ministros de sua gestão.

“Os ministros Lula e o próprio Lula são recebidos quase que com tapete vermelho. Visitam presídios, são bem recebidos, têm o voto dessa turma toda. São recebidos esses narcotraficantes no Palácio da Justiça, no Palácio do Planalto e em outros órgãos do governo”, criticou.

Para o analista, essa aproximação demonstra uma “relação simbiótica” entre governo e facções, alinhada ao objetivo do narcoterrorismo de infiltrar-se nas instituições do Estado, seja pelo financiamento ilegal, pela via eleitoral ou pela destruição de reputações.

“Querer colar nos inimigos esse rótulo de narcoterroristas, narcotraficantes vinculados ao PCC em um governo que se recusa a reconhecer o PCC como uma entidade terrorista é beira ao ridículo”, afirmou.

Degaut também apontou erros na interpretação da Lei Antiterrorismo de 2016, lembrando que movimentos sociais foram excluídos de sua aplicação, mas facções criminosas não se enquadram nesse caso.

“O PCC, o Comando Vermelho, não são movimentos sociais. São movimentos, sim, criminosos, que se caracterizam não pelo objetivo. O objetivo pode ser o lucro, pode ser a desestabilização do Estado. Mas é o método. O que caracteriza o terrorismo é o método”, concluiu.

Assista ao programa:

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