Sponza também criticou articulação de líderes do Centrão em defesa do foro privilegiado
A advogada e cientista política Carol Sponza criticou durante sua participação no programa ALive desta quarta-feira (17) a articulação que tenta avançar a PEC das Prerrogativas no Congresso Nacional. Para ela, o maior temor de parlamentares é perder apoio popular, e não enfrentar investigações ou restrições jurídicas, para isso, não deve haver voto secreto.
“Não pode existir qualquer tipo de sigilo no Congresso, não importa se vai ter ameaça disso ou daquilo. Gente, a única coisa que parlamentar tem medo é de voto, é de perder voto. Se o eleitor não tem como saber o que a pessoa que ele escolheu para estar ali o representando pensa, fecha o Congresso, né? Fecha o Congresso”, disse.
Sponza lembrou que a bancada do Novo havia defendido o voto aberto, mas a posição foi atropelada por uma manobra de lideranças partidárias. “Hoje já passaram o trator por cima… o Congresso vai sempre tentar se proteger”, afirmou.
Ela também rebateu críticas direcionadas à direita nas redes sociais e disse que a PEC, apresentada como uma forma de resguardar a atuação parlamentar, se transformou em um acordo amplo que inclui benefícios a dirigentes de partidos.
“Já estão puxando o foro privilegiado para eles também. Lideranças do PL, que a gente sabe que tem todo tipo de rabo preso, liderança de todos os partidos do Centrão, puxando, porque tem muito presidente de partido”, apontou.
Sponza ainda questionou a paralisia de propostas antigas que tratam do fim do foro privilegiado, lembrando que há apoio dentro do Congresso Nacional, mas nunca avanço real. Para a advogada, as negociações atuais representam um retrocesso em relação às pautas defendidas pela direita.
“Quando a gente tem aquele respiro de esperança de que essa pauta avançaria, por ser um pacotão de anistia, de fim do foro privilegiado e de impeachment, vem… é um atropelo geral de qualquer das pautas que a direita defende. Então, de novo, o golpe está aí. Parabéns Hugo Motta e Alcolumbre”, ironizou.
Assista ao programa:
