A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (11), gerou forte reação por parte de representantes dos Estados Unidos. As crítica foram publicadas nas redes sociais e compartilhadas em português pela embaixada americana no Brasil.
Em uma publicação em rede social, a Embaixada dos EUA no Brasil classificou a condenação como “mais um capítulo do complexo de perseguição e censura”, atribuindo-o ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. A mensagem foi originalmente publicada pelo número 2 do departamento de Estado americano, Christopher Landau.
.@DeputySecState: Os Estados Unidos condenam o uso da lei como arma política. Como advogado, diplomata e amigo do Brasil, me dói ver o ministro Moraes desmantelar o Estado de Direito no país e arrastar as relações entre nossas grandes nações para o ponto mais sombrio em dois… https://t.co/QCCeRwwTua
— Embaixada EUA Brasil (@EmbaixadaEUA) September 12, 2025
O secretário chegou a rotular Moraes como “um violador de direitos humanos sancionado, que tem Bolsonaro e seus apoiadores como alvo”. A postagem expressou que os EUA encaram esse “sombrio desdobramento com a máxima seriedade”.
Horas antes, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia se manifestado no X (antigo Twitter), afirmando que os EUA “responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”.
Rubio reiterou as críticas a Moraes, acusando-o de conduzir “perseguições políticas” e considerar a decisão do STF pela prisão de Bolsonaro “injusta”. A Embaixada dos EUA no Brasil republicou a declaração de Rubio, em português, pouco depois.
.@SecRubio: As perseguições políticas conduzidas pelo sancionado violador de direitos humanos Alexandre de Moraes continuam, uma vez que ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal do Brasil decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os Estados… https://t.co/AtNfMHI0iT
— Embaixada EUA Brasil (@EmbaixadaEUA) September 11, 2025
Em resposta, o Itamaraty divulgou uma nota defendendo que o julgamento foi realizado “com a independência que lhe assegura a Constituição de 1988” e que “as instituições democráticas brasileiras deram sua resposta ao golpismo”.
O ministério brasileiro classificou as declarações de Rubio como “ameaças” que “atacam autoridade brasileira e ignoram os fatos e as contundentes provas dos autos”, assegurando que elas “não intimidarão a nossa democracia”.
O Itamaraty finalizou afirmando que o governo continuará a “defender a soberania do País de agressões e tentativas de interferência, venham de onde vierem.”
