Influenciador teve canais bloqueados, multas e condenação por falas públicas
O influenciador Monark, alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal e de um processo criminal movido pelo ministro Flávio Dino quando ainda integrava o governo Lula, anunciou que está de volta ao Brasil. Ele havia deixado o país em setembro de 2023 por perseguição política.
Em julho deste ano, Monark retornou discretamente e se estabeleceu em São Paulo, mas só agora decidiu tornar público seu retorno. O influenciador, conhecido por suas críticas ao STF e aos excessos do Judiciário, afirma que busca provar judicialmente que as acusações contra si extrapolam a lei e ferem a liberdade de expressão.
Um dos processos trata de uma condenação em primeira instância a um ano de prisão, resultado de uma fala em que chamou Dino de “gordola autoritário” durante um podcast em maio de 2023. A declaração foi uma crítica às tentativas do então ministro da Justiça de impor a regulação das redes sociais. A defesa recorreu da decisão.
Nos inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes, Monark é investigado por suposta incitação aos protestos de 8 de janeiro, em razão de uma postagem no X. O relatório final da Polícia Federal, porém, não mencionou seu nome, embora a investigação tenha sido mantida.
Outro inquérito apura sua postura em 2022, quando questionou a lisura das urnas eletrônicas e classificou ministros do STF e do TSE como “tirânicos”. Na ocasião, o tribunal era presidido por Moraes.
Além de ser investigado, Monark foi multado em R$ 300 mil e teve seus canais digitais bloqueados por ordem do ministro, o que atingiu diretamente sua renda. De volta ao Brasil, ele revelou que já desembolsou cerca de R$ 1,5 milhão em custos de defesa e multas impostas pela Justiça.
