Ele defendeu que sociedade cobre virtude e legalidade de líderes e cidadãos
O relações institucionais do Instituto Sivis Jamil Assis afirmou nesta quarta-feira (10), durante participação no programa ALive, que a sociedade não pode admitir práticas que coloquem em risco a legitimidade do devido processo legal no Brasil. Ele criticou métodos como o data dumping, apontado hoje pelo ministro Luiz Fux no julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a suposta trama golpista.
Assis comparou a situação com casos retratados em seriados jurídicos americanos, em que criminosos podem ser absolvidos por falhas processuais.
“É muito marcante quando você tem ali um assassino, um criminoso que tem toda cara e caráter, e provavelmente é o culpado do caso, ser absolvido por uma falha processual. O data dumping, assim como outras táticas que o ministro Fux tem trazido, são exemplos disso, de se jogar fora toda uma investigação legítima”, disse.
Ele ressaltou que a Constituição e os regimentos internos do STF preveem regras claras para a condução dos processos, e que qualquer violação deve ser denunciada.
“A gente, no Brasil, não pode admitir, enquanto sociedade, que o devido processo seja atropelado. Temos o papel de agir de acordo com as virtudes cívicas, denunciar o errado e defender o correto”, destacou.
Assis concluiu sua participação mostrando a necessidade de que a democracia seja sustentada não apenas por instituições, mas também por comportamento ético da classe política e da população.
“Nós precisamos cobrar das nossas lideranças políticas, assim como cobramos dos cidadãos, aquilo que a democracia mais exige, que são as virtudes. Não há regime político que exige tanta virtude quanto a democracia. Ela exige virtude de nós, dos líderes, dos eleitores e dos eleitos. Precisamos cobrar justiça e legalidade sempre”, completou.
Assista ao programa na íntegra:
