Esquema desviou ao menos R$ 6 bilhões de aposentados e pensionistas
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (MG), defendeu a prisão dos suspeitos de envolvimento no esquema que desviou mais de R$ 6 bilhões de benefícios de aposentados e pensionistas. Em entrevista ao jornal O Tempo, o parlamentar afirmou que só a prisão preventiva pode impedir a fuga dos investigados e assegurar o avanço das investigações no Congresso.
“Primeiro, a prisão preventiva vai evitar a fuga. O segundo ponto que nós pretendemos também encaminhar é o pedido de bloqueio de bens dessas pessoas para que o patrimônio delas possa servir de retorno do dinheiro público, porque hoje os aposentados estão sendo ressarcidos com dinheiro do Tesouro, ou seja, com o dinheiro dos nossos impostos. Isso é sem cabimento”, declarou.
Viana comentou que alguns suspeitos ostentam patrimônio de luxo, mesmo diante das denúncias de bilhões de reais desviados.
“Tem envolvidos dessa história que têm na garagem oito, dez carros de luxo e que se achavam totalmente impunes, que não seriam apanhados pelas amizades que têm, inclusive tanto no Judiciário quanto na política. E, quando veio o pedido de prisão da CPMI, nós apanhamos essas pessoas de surpresa. Os advogados já estão todos providenciando defesa”, afirmou.
O senador mineiro reiterou que a medida também aumentaria a responsabilidade dos investigados ao depor no Congresso.
“Essas prisões são importantes para que eles possam, inclusive, comparecer à CPMI já sob tutela da Justiça. Uma vez presos, o compromisso deles em não mentir e dar informações é muito maior do que hoje. Eles estão muito tranquilos. Estão aproveitando os bens”, disse.
A expectativa agora é de que o ministro do STF André Mendonça atenda ao pedido de prisão feito pela comissão. Viana reforçou que o objetivo central é garantir o ressarcimento dos cofres públicos e a punição dos responsáveis pelo esquema.
