O economista JH Fonseca criticou, em entrevista ao programa Alive, a forma como o governo do presidente Lula tem implementado os programas sociais. Segundo o economista, os programas são lançados sem planejar perspectivas futuras ou saída dos beneficiários do programa. Ele defende que o ideal seria ter um “plano de saída do benefício”.
Fonseca destacou que a discussão sobre programas como o Bolsa Família se tornou “polarizada”, o que dificulta a análise de seus impactos e resultados. “Virou um tabu falar do Bolsa Família. A única conversa sobre é se ele continuar existindo ou não”, indicou.
Ele também criticou a falta de um plano de acompanhamento adequado, ressaltando que a “instrumentalização política dos programas sociais em anos eleitorais é uma prática recorrente”, que tem um alto custo. Apenas com os maiores programas, o governo Lula gastou R$ 197 bilhões em 2025.
Para o economista, o governo tem focado em medidas que “penalizam atividades relacionadas à geração de emprego, renda e inovação”, como o aumento do IOF e o imposto sobre o lucro presumido.
O economista também apontou um “cenário de desequilíbrio” em que os mais ricos e os mais pobres são “subsidiados”. Ele criticou o fato de que mais ricos vivem de “renda fixa, sem gerar empregos”, como a poupança, “não pagam imposto por isso”.
Para Fonseca, que publicou um artigo sobre o tema, esse cenário demonstra desequilíbrios e contribui para a “estagnação da renda brasileira em dólares desde 2011”.
