O governo do presidente Lula direcionou um gasto total de R$ 197 bilhões nos maiores programas sociais, sem incluir iniciativas de menor porte. O montante, que tem um forte apelo eleitoral, é distribuído em diversas frentes, como a renegociação de dívidas, transferência de renda, educação e moradia.
O maior investimento do governo é o Bolsa Família, com um custo de R$ 158 bilhões. O programa de transferência de renda, ampliado na terceira gestão do petista, paga um valor mínimo de R$ 600 por família, com adicionais que podem chegar a R$ 150 para crianças e R$ 50 para gestantes e filhos com até 18 anos.
Outras iniciativas de destaque incluem:
- Minha Casa, Minha Vida: O programa de financiamento de imóveis tem um custo de R$ 18,3 bilhões. O governo ampliou o valor máximo do imóvel financiado de R$ 350 mil para R$ 500 mil, buscando atingir também a classe média.
- Pé-de-Meia: Com um custo de R$ 12,5 bilhões, o programa paga R$ 200 mensais para estudantes do ensino médio de escolas públicas inscritos no CadÚnico, além de um bônus por aprovação e participação no Enem.
- Desenrola Brasil: Uma espécie de “feirão” de renegociação de dívidas de até R$ 20 mil tem um custo orçamentário de R$ 1,7 bilhão, valor destinado a cobrir eventuais inadimplências.
- Auxílio Gás/Gás do Povo: O programa, que distribui botijões de gás para famílias de baixa renda e foi renovado nesta quinta-feira (4), custa R$ 3,57 bilhões ao governo.
- Luz para Todos: Lançado em julho de 2025, o programa que zera o custo da conta de luz para inscritos no CadÚnico tem um impacto de R$ 3,6 bilhões no orçamento da União.
- Bolsa Atleta: O programa consome R$ 176 milhões do orçamento do Ministério do Esporte destina valores de até R$ 16 mil a atletas de esportes olímpicos. A ideia é que os esportistas possam se dedicar totalmente a sua modalidades.
Para compensar o alto volume de gastos, o governo tem apostado no aumento de impostos, como o IOF e a taxação de casas de apostas. A estratégia tem surtido efeito: a arrecadação de tributos atingiu recorde de R$ 254,2 bilhões em julho , o maior valor para o mês desde 1995.
