Governador nega vínculo com investigada e afirma desconhecer irregularidades
A Polícia Federal no Paraná incluiu a pecuarista Maribel Schmittz Golin, de 59 anos, entre os investigados por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Ela doou R$ 500 mil à campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022, sendo a sexta maior financiadora do governador de São Paulo.
O relatório da PF aponta que Maribel realizou ao menos quatro transações com Willian Barile Agati, identificado como integrante da facção criminosa e alvo central da Operação Mafiusi, que investiga o envio de cocaína pelo porto de Paranaguá (PR) para a Europa em parceria com a máfia italiana ’Ndrangheta.
Uma das transações sob suspeita é a venda de um apartamento em Santo André (SP) por R$ 3 milhões, valor bem acima do avaliado, de R$ 881 mil. Outro imóvel na cidade, avaliado em R$ 106 mil, foi registrado como vendido por R$ 250 mil. A PF também rastreou transferências entre empresas de Maribel e Barile, que somam R$ 3,5 milhões.
Em nota, a assessoria de Tarcísio disse que a campanha teve mais de 600 doadores e que o governador não tem qualquer vínculo com Maribel nem conhecimento de atividades ilícitas. A pecuarista negou envolvimento com crimes.
“Não tenho nenhum tipo de envolvimento com isso”, afirmou à Folha.
Barile foi preso em janeiro em São Paulo e denunciado em fevereiro à Justiça Federal do Paraná por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e obstrução da Justiça.
