Plano de segurança incluiu bloqueio de sinal de celular para evitar a formação de protestos na Esplanada
Alexandre de Moraes determinou a retirada de Hélio Lopes (PL-RJ) da Praça dos Três Poderes. Como noticiamos ontem, o deputado acampou – com barraca e tudo – no local, em forma de protesto contra as medidas cautelares impostas pelo ministro a Jair Bolsonaro. À noite, outros apoiadores chegaram ao local, como o desembargador aposentado Sebastião Coelho, o deputado Coronel Chrisóstomo (PL-AM) e o senador Magno Malta (PL-ES).
Com uma camisa com a bandeira de Israel, Lopes também usava um esparadrapo na boca, em referência à censura. Moraes acionou o governador Ibaneis Rocha para proceder a retirada do parlamentar. O secretário de Segurança do Distrito Federal, Sandro Avelar, esteve no local para comunicar a decisão.
A praça também foi cercada por cerca de 20 carros da PM-DF; e os sinais de celular foram bloqueados. Grades também foram instaladas para impedir novos protestos. Em seu perfil no X, Lopes escreveu: “DITADURA! MIL VEZES DITADURA! É isso que estamos vivendo hoje!”

PROIBIDO DE TUDO
Na sexta-feira 18, o ex-presidente foi alvo de uma operação de busca e apreensão por decisão de Moraes, que o acusa de conspirar com Eduardo Bolsonaro para que o governo de Donald Trump pressione pelo encerramento da ação penal da trampa golpista. O ministro também impôs o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno, proibição de deixar o DF e de usar redes sociais.
Nesta semana, numa decisão esdrúxula, Moraes também proibiu que entrevistas de Bolsonaro sejam instrumentalizadas por Eduardo ou apoiadores com o fim se pressionar a Casa Branca pela aplicação de sanções a autoridades brasileiras, envolvidas no complexo industrial de censura. A medida foi interpretada como uma proibição a qualquer tipo de entrevista.
