Parlamentares querem que Bolsonaro não seja julgado por Moraes nem pelo STF
Nove deputados estaduais de oito estados acionaram o STF com um habeas corpus preventivo em favor de Jair Bolsonaro, réu na ação penal do suposto golpe. O objetivo é evitar a prisão do ex-presidente e suspender eventuais medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica, determinada desde a última sexta-feira (18).
O grupo pediu ainda que Bolsonaro não seja julgado pelo ministro Alexandre de Moraes nem pelo próprio STF. As duas tentativas já foram feitas pelas defesas dos envolvidos e rejeitadas pela Corte. Para os parlamentares, “a imposição de medidas cautelares a Jair Bolsonaro é ilegal, desproporcional e destituída de justa causa”. Eles alegam que o ex-presidente “sofre coação ilegal, já que sua liberdade está sendo restrita de forma indevida”.
O pedido foi protocolado na quarta-feira (23) com assinatura dos deputados João Catan (MS), Cristiano Caporezzo (MG), Bruno Engler (MG), Leandro Jesus (BA), Gilberto Moacir (MT), Luiz Alberto Alves (AL), Carmelo Neto (CE), Cabo Bebeto (AL) e André Luiz Vieira (RN).
Os parlamentares também abordaram a carta enviada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo eles, a medida americana é “essencialmente comercial”, sem indício de “represália política, interferência ideológica ou retaliação por críticas institucionais”.
O grupo, no entanto, omitiu que o próprio Trump defendeu Bolsonaro publicamente e acusou o STF de promover uma “caça às bruxas”.
Desde a imposição das sobretaxas, Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro têm defendido a anistia no julgamento do 8 de janeiro como condição para destravar as relações com os EUA e evitar prejuízos comerciais ao Brasil.
