Projeto com origem no Senado modifica Lei de Responsabilidade Fiscal
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) o regime de urgência para o projeto que estabelece novas regras para a concessão de benefícios fiscais no país. A medida faz com que o texto avance diretamente ao plenário, sem necessidade de passar pelas comissões temáticas da Casa.
A proposta define que qualquer iniciativa que crie, amplie ou prorrogue incentivos tributários deverá cumprir critérios mínimos estabelecidos em regulamento, incluindo estimativas de beneficiários, metas objetivas, impacto sobre desigualdades regionais e instrumentos de monitoramento. A validade dos incentivos também será limitada a cinco anos, com possibilidade de renovação.
O texto ainda exige a apresentação da estimativa global dos benefícios concedidos às pessoas jurídicas, abrangendo isenções de natureza tributária, creditícia e financeira.
Em entrevista recente, Hugo Motta manifestou seu compromisso com o projeto, alertando que o Brasil tem mais de 600 bilhões de reais por ano em renúncia fiscal e não há um acompanhamento da efetividade dessas renúncias. “Se elas estão conseguindo retribuir ao Estado, retribuir à população brasileira esse incentivo que foi dado. E, segundo, é um valor que está completamente acima daquilo que é praticado mundialmente e completamente acima daquilo que é suportável para o nosso país”, comentou.
“É por isso que nós defendemos uma revisão para que esses incentivos possam ser cortados e, a partir daí, o Brasil possa sinalizar para o mundo e também internamente para o setor econômico, para o mercado financeiro, que nós temos responsabilidade com as contas públicas”, afirmou.
