A Polícia Federal concluiu o inquérito que investigou o suposto uso ilegal de ferramentas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), no caso conhecido como “Abin Paralela”, e enviou o relatório ao Supremo Tribunal Federal.
Entre os indiciados estão o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin, e o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ). Jair Bolsonaro não foi indiciado, pois já responde por acusação semelhante no inquérito do golpe.
O caso foi conduzido por delegados da Diretoria de Inteligência Policial (DIP), setor que também lidera outras investigações contra aliados do ex-presidente.
Inicialmente, a PF esperava concluir o inquérito ainda em 2024. O prazo foi prorrogado após a descoberta de novas ferramentas de espionagem utilizadas por investigados no processo.
As prorrogações geraram incômodo entre integrantes da cúpula da PF, que passaram a pressionar o encerramento das investigações.
Integrantes da atual gestão da Abin, nomeados no governo Lula, como Luiz Fernando Corrêa, também foram arrolados.
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