Motta critica aumento do IOF, mas quer solução negociada com Senado e Planalto - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Motta critica aumento do IOF, mas quer solução negociada com Senado e Planalto

Hugo-Motta-PEC da Segurança Pública
Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) classificou como “infeliz” o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) decretado pelo governo Lula. A declaração aconteceu na quarta-feira (28), durante sessão plenária.

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Motta defendeu diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o Palácio do Planalto para encontrar alternativas à medida. “A votação de um projeto de decreto legislativo (PDL) exige construção conjunta com o Senado”, afirmou. Ele expressou preocupação com os impactos econômicos e prometeu soluções centradas no interesse nacional.

A oposição, frentes parlamentares e o setor produtivo pressionam pela aprovação de um PDL que revogue o aumento. O decreto, editado pelo Ministério da Fazenda, elevou o IOF para 3,5% em remessas e pagamentos ao exterior, incluindo compras em sites internacionais e serviços digitais como Google Drive e iCloud.

O imposto sobre empréstimos subiu de 1,88% para até 3,95% ao ano, e no Simples Nacional passou de 0,88% para 1,95%.

Após reação do mercado, o governo recuou parcialmente, isentando investimentos de fundos nacionais no exterior da alíquota de 3,5%. As demais mudanças permanecem. Segundo a Fazenda, o ajuste visa arrecadar até R$ 18 bilhões em 2025, aliado a um congelamento de R$ 31,3 bilhões no orçamento público.

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