Avião presidencial: EUA aceitam jato de R$ 1 bilhão do Catar - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Avião presidencial: EUA aceitam jato de R$ 1 bilhão do Catar

Foto: Reprodução

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Por Isac Mascarenhas

O governo dos Estados Unidos aceitou formalmente um Boeing 747 enviado como presente pelo Catar. Donald Trump quer usar o luxuoso jato como avião presidencial. Para isso, a Força Aérea americana foi solicitada para implementar todas as exigentes medidas de segurança para transporte o presidente.

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“O Secretário de Defesa aceitou o presente em conformidade com todas as normas e regulamentos federais”, informou o governo americano em um comunicado. Estimado em US$ 200 milhões, cerca de R$ bilhão, o avião comercial precisará passar modificações para ser usado como novo Air One Force, como são conhecidas as aeronaves usadas por presidentes americanos.

“O Departamento de Defesa trabalhará para garantir que medidas de segurança e requisitos de missão funcional adequadas”, diz a nota. Troy Meink, comandante da Força Aérea, explicou que exigirá muito trabalho antes de ser considerado seguro suficiente e muitas atualizações, como instalação de defesa antimísseis e proteção contra efeitos eletromagnéticos de uma explosão nuclear.

A Força Aérea não deu prazo para concluir o trabalho, mas Trump exigiu que o avião esteja pronto para uso até o fim do ano.

O novo avião será o terceiro a ser adaptado para uso como Air Force One, substituindo dois aviões que estão em uso há 35 anos e apresentam problemas de manutenção.

Pressão de democratas

Além da preocupação sobre a segurança, o presente também atraiu questionamentos de democratas no Congresso americano. Parlamentares de oposição vêem o avião seja uma forma do Catar influenciar Trump ou ter dispositivos de espionagem.

Em resposta aos democratas, o primeiro-ministro catari garantiu que o jato de luxo é apenas um presente diplomático e negou a ideia de tentar influenciar o presidente americano.  “Não sei por que as pessoas estão pensando, que isso é considerado suborno ou algo que o Catar quer comprar e influenciar este governo. Honestamente, não vejo nenhuma razão válida para isso”, afirmou Mohammed bin Abdul Rahman bin Jassim Al Thani.

 

 

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