O novo papa, Leão XIV, defendeu nesta sexta-feira (16) a formação da família com base na “união estável entre um homem e uma mulher”. A declaração foi feita durante sua primeira manifestação pública, em discurso voltado a diplomatas no Vaticano.
“Cabe aos responsáveis governamentais trabalharem para construir sociedades civis harmoniosas e pacíficas. Isto pode ser feito, principalmente investindo na família fundada na união estável entre o homem e a mulher”, disse o pontífice, reafirmando a doutrina tradicional da Igreja Católica sobre o tema.
O papa também se posicionou contra o aborto ao destacar a necessidade de proteger a dignidade humana em todas as fases da vida.
“Ninguém pode deixar de favorecer contextos em que a dignidade de cada pessoa é protegida, especialmente a das mais frágeis e indefesas, do nascituro ao idoso, do doente ao desempregado, seja ele cidadão ou imigrante”, afirmou.
Organizado em torno de três pilares, sendo paz, justiça e verdade, o discurso também tratou da questão da segurança internacional. Leão XIV defendeu o desarmamento global, alertou para os perigos da corrida armamentista e enfatizou que a paz “não é apenas a ausência de guerra, mas um dom que exige trabalho interior e diálogo sincero”.
Foi a primeira vez que o norte-americano naturalizado peruano Robert Francis Prevost, eleito papa em 8 de maio, se posicionou publicamente sobre temas centrais de seu pontificado. Antes do conclave, ele já havia demonstrado oposição à união entre pessoas do mesmo sexo.
Considerado um continuador da linha de Francisco, Leão XIV também mantém a representatividade da América Latina no comando da Igreja. Atuou por duas décadas no Peru, país pelo qual se naturalizou e construiu boa parte de sua trajetória religiosa.
