Há quase seis meses sem presidente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) segue sem indicação de nome pelo governo. Sem direção desde dezembro, quando Antônio Barra Torres deixou o cargo, o órgão espera o fim da briga entre o governo Lula e o líder do Senado, David Alcolumbre (União Brasil-AP).
O Planalto já indicou nomes para assumir a Anvisa, mas Alcolumbre travou no início do ano a sabatina exigida para o cargo. O senador quer alguém escolhido por ele mesmo.
A Anvisa não é a única agência na mira de Alcolumbre, o presidente do senado também quer indicar diretores na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e na Agência Nacional do Petróleo (ANP). O travamento das sabatinas é uma forma de pressionar o governo a escolher um de seus escolhidos. Já Lula quer alguém de confiança nesses lugares.
Enquanto a briga Planalto x Senado é travada, alguns pretendentes ao cargo vão ganhando força dentro da agência.
O mais forte foi recomendado por Lula. É o servidor Leandro Pinheiro Safatle. Ele já passou pela Fiocruz e atualmente é secretário no Ministério da Saúde (MS). Além dele, o governo também apontou outros servidores ligados ao MS: Daniela Marreco, Diogo Penha Soares e Thiago Lopes Cardoso Campos.
Outro nome é Meiruze Sousa Freita, que até dezembro era a número dois no órgão e atuou durante a pandemia do coronavírus. A farmacêutica e servidora de carreira pode voltar à Anvisa como uma indicação técnica, sem cunho político.
Atualmente, a Anvisa opera com uma presidente substituta que deve ter o mandato temporário encerrado em junho. Se nenhum presidente for escolhido, um novo temporário entra por mais seis meses.
