O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o Congresso discute saídas para que a compensação da isenção do Imposto de Renda (IR) até R$ 5.000 mensais não seja “necessariamente” tributar aqueles que ganham mais de R$ 50.000 mensais, como foi idealizado pelo governo Lula.
De acordo com Motta, uma das alternativas é aumentar a carga tributária sobre bancos e empresas.
“O Congresso vai aprovar sim, ela é boa, mas não pode ser danosa para a economia. Outras saídas podem ser encontradas e isso está sendo discutido, como, por exemplo, cobrar um pouco mais de bancos, de pessoas jurídicas, e não apenas de pessoas físicas”, afirmou o parlamentar em entrevista ao programa Bom Dia Paraíba, da TV Globo local.
A proposta do governo petista prevê a criação de um imposto mínimo de até 10% sobre rendas superiores a R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano) como forma de compensar a perda de arrecadação com o aumento da isenção do IR.
Motta disse também que a comissão especial sobre o IR será instalada amanhã (06). O relator é o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
