Há dois dias, os astronautas Suni Williams e Butch Wilmore, da NASA, finalmente foram resgatados pela SpaceX após nove meses não planejados na Estação Espacial Internacional. Eles haviam entrado em órbita em junho passado e planejavam ficar só por oito dias.
Foi a Boeing, com sua espaçonave Starliner, a escolhida para levá-los. Mas a Starliner, escolhida como uma alternativa às naves da SpaceX, apresentou problemas na propulsão e voltou para a Terra sem a tripulação. Coube à nave Crew Dragon, da SpaceX, terminar o serviço.
Elon Musk, chefe executivo da SpaceX e membro do governo Trump, informou à Fox News na quarta-feira (19) que poderia ter resgatado os astronautas antes, mas houve uma recusa do governo do democrata Joe Biden (encerrado em 20 de janeiro).
“A SpaceX poderia ter trazido os astronautas de volta depois de poucos meses, fizemos essa oferta à administração Biden. A oferta foi rejeitada por razões políticas, e isso é apenas um fato”, disse Musk.
A implicância da esquerda americana com Elon Musk está chegando a níveis febris, quando não criminosos. Na terça, em Las Vegas, cinco carros foram incendiados em um centro de serviço da Tesla, empresa de veículos elétricos que também tem Musk como CEO.
A motivação do ataque é bem clara: a polícia encontrou a palavra “resista” pichada em vermelho no prédio e nos automóveis em chamas. Testemunhas viram um suspeito vestido de preto com o que parecia ser uma arma de fogo e vários coquetéis Molotov. Um dos coquetéis foi encontrado intacto. O suspeito fez no mínimo três disparos contra os carros.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, chamou os ataques à Tesla de terrorismo. Uma força-tarefa especializada em terrorismo do FBI já foi acionada para prestar auxílio às investigações. Trump já havia avisado que o vandalismo contra a Tesla seria considerado terrorismo doméstico.
Terrorismo incendiário aplaudido no Daily Show
O incidente é parte de uma série de eventos. No dia 17, dois Cybertrucks da Tesla foram incendiados em Kansas City, no estado do Missouri. No dia 13, mais de dez tiros foram disparados contra uma loja da Tesla em Tigard, Oregon. A campanha já atravessou o Atlântico: no dia 12, em Londres, ambientalistas extremos da organização Just Stop Oil (a mesma por trás do vandalismo contra uma pintura de Van Gogh), atiraram látex líquido sobre um robô Optimus, da mesma empresa. Confira a lista de outros ataques:
- 11/03: três veículos da Tesla incendiados em Dedham, Massachusetts.
- 09/03: quatro Cybertrucks vandalizados em Seattle, Washington.
- 07/03: em Charleston, Carolina do Sul, um homem botou fogo em três estações de carga da Tesla e acabou queimando as próprias roupas. Sua camiseta estava estampada com “F*da-se Trump, vida longa à Ucrânia”.
- 06/03: sete disparos de arma de fogo contra uma loja da Tesla em Tigard, Oregon.
- 03/03: sete estações de carga da Tesla vandalizadas em Littleton, Massachusetts.
- 02/03: loja da Tesla em Owings Mills, Maryland, pichada com “Fora Musk” e uma suástica.
- 24/02: loja da Tesla em Loveland, Colorado, vandalizada por Lucy Grace Nelson, residente de 42 anos. Ela portava gasolina, uma caixa de garrafas e material para pavio de coquetel Molotov em seu carro.
- 19/02: homem dispara tiros de rifle contra loja da Tesla em Salem, Oregon.
- 11/02, 07/02, 02/02 e 29/01: outras datas em que Nelson atirou coquetel Molotov sobre um Cybertruck, pichou “nazista” na loja da Tesla em Loveland, Colorado; além de outras pichações e outra tentativa de causar incêndio.
- 20/01, dia da posse de Trump: um homem de Salem, Oregon, atirou coquetéis Molotov em veículos da Tesla, mas só conseguiu incendiar um carro.
“É chocante para mim que haja esse nível de ódio e violência da esquerda”, disse Musk.
Boa parte da organização da campanha de vandalismo acontece na rede social Bluesky, uma concorrente do X na qual a esquerda americana se refugiou quando Musk comprou o Twitter. No programa de comentário satírico sobre as notícias The Daily Show, de viés progressista, a plateia aplaudiu ao ouvir sobre os casos de ataque a carros da Tesla com coquetéis Molotov.
Enquanto isso, no Brasil, Lula promete taxar os “super-ricos”. Segundo a empresa Henley & Partners, o Brasil já afugentou 1.200 milionários só em 2023.
Um dos fatos mais ignorados sobre bilionários como Musk é este: segundo o laureado com o Nobel de economia William Nordhaus, muito pouco da riqueza criada pelos bilionários inovadores fica para eles: a estimativa é de apenas 2,2%. A maior parte, 97,8%, é valor econômico distribuído na forma de empregos, produtos, serviços etc. Ou seja, a nominal riqueza de alguns é a real riqueza de muitos.
Quem demoniza os ricos e repete o preconceito socialista segundo o qual toda a riqueza privada foi tomada de alguém está não apenas flertando com a pobreza, como confessando uma profunda inveja. Estudos científicos têm mostrado que uma das principais motivações dos apoiadores de políticas de “redistribuição” é justamente esta: a inveja maliciosa.
