Auditoria aponta irregularidades na Previ e questiona investimentos - Claudio Dantas
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Auditoria aponta irregularidades na Previ e questiona investimentos

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Por Redação

Um relatório preliminar de auditoria sobre a Previ, conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), aponta possíveis irregularidades na gestão do fundo de pensão, incluindo contradições na política de investimentos e mudanças na seleção de conselheiros. O documento, que está em fase final de elaboração pela área técnica do TCU, deve ser apresentado nesta sexta-feira (14) ao ministro Walton Alencar, apurou a CNN.

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A auditoria identificou que a Previ adquiriu participação acionária na Vibra (antiga BR Distribuidora), movimento que contraria a própria diretriz do fundo de reduzir sua exposição em renda variável. Dados da Vibra indicam que a participação da Previ na companhia subiu de 3,3% no primeiro trimestre de 2024 para 5,24% atualmente.

Além disso, o TCU levantou dúvidas sobre a governança do fundo, destacando que houve alterações nos critérios de seleção de conselheiros das empresas em que a Previ tem participação. Tradicionalmente, a escolha dos representantes era baseada na formação acadêmica e na experiência profissional, mas as novas regras teriam flexibilizado os critérios.

Um dos casos citados no relatório envolve João Fukunaga, presidente da Previ. O documento aponta que ele, graduado em História, não teria pontuação suficiente nos critérios anteriores para integrar conselhos de administração sem ajustes nas exigências.

A auditoria ocorre em meio a um déficit bilionário no Plano 1 da Previ, que chegou a R$ 17,6 bilhões ao fim de 2024. O relatório destaca que a justificativa da Previ para as perdas foi a desvalorização das ações da Vale, empresa na qual o fundo tem grande exposição. No entanto, os auditores apontaram contradições, já que a Previ vinha seguindo uma política de redução de investimentos em renda variável, mas realizou uma aquisição expressiva de ações da Vibra.

A investigação segue em andamento e servirá de base para futuras análises sobre a gestão da Previ. O fundo é o maior do país, administrando cerca de R$ 270 bilhões em investimentos e atendendo 84 mil funcionários do Banco do Brasil e 109 mil beneficiários.

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