No programa ALive, de Claudio Dantas, nesta segunda-feira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) abordou o amadurecimento político do ex-presidente Jair Bolsonaro e sua estratégia internacional para denunciar abusos e perseguições no Brasil. O parlamentar destacou que Bolsonaro, caso iniciasse seu governo hoje, teria um entendimento muito mais apurado do cenário político e institucional do país.
“Quem dera a Deus eu começasse a ser presidente hoje e não no começo de 2019”, teria dito Bolsonaro, conforme relatado por Eduardo. O deputado citou também que esse amadurecimento foi visto no ex-presidente Donald Trump, que aprendeu com a experiência do primeiro mandato.
Eduardo Bolsonaro reforçou que o Brasil vive um sistema de censura e perseguição política, criticando o Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente o ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar lembrou que sua atuação internacional busca apoio para expor os abusos cometidos no Brasil.
“Se eu fosse de esquerda, falando contra o golpe da Dilma, certamente nada estaria acontecendo comigo. Mas como estou tentando calar uma pessoa que está censurando e prendendo inocentes, eu sou perseguido”, afirmou.
Ele também comparou o Brasil à Venezuela e Cuba, alertando para os riscos da consolidação de um regime autoritário. “O brasileiro pode achar que isso é exagero, mas converse com um venezuelano e pergunte se ele acreditava que, em 20 anos, o país estaria desse jeito, sem cachorro de rua para comer”.
Eduardo Bolsonaro apontou que a conjuntura política dos Estados Unidos pode trazer problemas para ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes. Ele mencionou que está em andamento um processo para que Moraes seja sancionado nos EUA, com base na Lei Magnitsky e na OFAC (Office of Foreign Assets Control), o que poderia levar ao bloqueio de bens e contas bancárias.
“Se a informação de que Moraes está se desfazendo do seu patrimônio nos EUA for verdadeira, não adianta nada. Essas sanções impedem até que ele tenha um cartão de crédito”, disse Eduardo. Ele também mencionou que outros ministros do STF podem estar preocupados com o impacto dessas medidas.
O deputado destacou que a eleição de 2026 pode trazer uma reviravolta para a direita, citando que nomes do Centrão já demonstram sinais de afastamento do governo Lula. “Alexandre de Moraes e alguns poderosos de Brasília vão ter que pesar muito a mão para evitar um retorno da direita”, analisou.
Com a possível mudança na composição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2026, Eduardo vê um cenário mais favorável para a direita. Ele destacou que o ministro Cássio Nunes deve presidir o TSE, com André Mendonça como vice, e que Dias Toffoli “não é um radical de esquerda”.
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