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Taxa de desemprego tem segunda alta seguida, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice era de 6,2% no trimestre anterior.

Com o aumento de 0,3 ponto percentual, 7,2 milhões de brasileiros seguem sem emprego. Em relação ao mesmo período de 2024, houve uma queda de 13,1% (menos 1,1 milhão de pessoas). A Pnad considera desempregadas as pessoas de 14 anos ou mais que não trabalham e buscam ativamente por uma vaga.

Na quarta-feira (26), o Ministério do Trabalho e Emprego divulgou os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontam a criação de 137.303 vagas formais em janeiro. O número representa uma queda de 20,7% em relação a janeiro de 2024, quando foram geradas 173.233 vagas. Apesar disso, o dado foi positivo em relação a dezembro, quando o país registrou um saldo negativo de 546.624 postos de trabalho com carteira assinada.

O saldo positivo de janeiro foi resultado de 2.271.611 admissões e 2.134.308 demissões. O dado ficou acima das projeções do mercado, que estimava a criação líquida de 50,5 mil vagas, com um intervalo de expectativas variando de 20 mil a 240 mil novos postos.

A recuperação do emprego formal, entretanto, ocorre em meio a um mercado volátil. O chamado “efeito Bolsa Família” tem sido apontado como um dos fatores que dificultam a formalização do trabalho, já que muitas famílias evitam empregos com carteira assinada para não perder o benefício.

O impacto econômico também se refletiu no mercado financeiro. O dólar subiu 0,86%, fechando a R$ 5,80, e o Ibovespa caiu 0,96%, encerrando o pregão aos 124.768 pontos. O cenário foi influenciado pelo discurso do ex-presidente dos EUA Donald Trump, que anunciou novas tarifas comerciais, além da expectativa de mudanças no ministério do governo Lula.

O resultado é o menor para um trimestre encerrado em janeiro desde 2014, quando a taxa também foi de 6,5%. A estimativa do mercado, segundo o Projeções Broadcast, apontava um índice de 6,6%, com previsões variando entre 6% e 6,7%. Um ano antes, o desemprego estava em 7,6%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.343 no trimestre encerrado em janeiro de 2025, um aumento de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a massa de renda real habitual somou R$ 339,5 bilhões, um crescimento de 6,2% na comparação com janeiro de 2024.

 

 

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Mariana Albuquerque

Mariana Albuquerque

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