As Forças Armadas dos EUA realizaram na noite de ontem (22) uma nova ofensiva contra alvos militares do Irã, na 12ª noite seguida de bombardeios. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a operação busca reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais e tripulações civis.
Os ataques atingiram depósitos de mísseis e drones, estruturas ligadas às forças marítimas, postos de vigilância costeira e sistemas de defesa aérea. O comando militar não divulgou os locais atingidos.
O Centcom informou que a nova campanha militar contra o regime dos aiatolás já destruiu dezenas de instalações iranianas desde o início de julho e intensificou o bloqueio marítimo ao país. De acordo com os militares, 9 embarcações comerciais foram desviadas e uma acabou imobilizada para impedir o acesso aos portos iranianos.
“Mais de 50.000 militares norte-americanos operam em todo o Oriente Médio e permanecem em alerta máximo, focados, letais e prontos”, afirmou o Centcom.
Parte da ofensiva está concentrada no Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de 1/5 do fornecimento mundial de petróleo e gás. A região segue praticamente bloqueada pelos iranianos desde o início da operação preventiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.
Também na quarta (22), o presidente Donald Trump afirmou que Washington não permitirá que o Irã controle o estreito nem desenvolva uma arma nuclear. Ainda ameaçou destruir pontes e usinas elétricas em Teerã caso forças iranianas mantenham ataques contra embarcações na área.
Na terça (21), Trump disse que os EUA devem atacar “muito em breve” e “com muita força” a montanha Pickaxe, instalação ligada ao programa nuclear iraniano localizada a cerca de 1,6 km do complexo nuclear de Natanz, no centro do Irã.