O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defendeu uma reaproximação entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Segundo o dirigente, a participação de Michelle na campanha é fundamental para ampliar o apoio do eleitorado feminino e fortalecer o projeto eleitoral da legenda.
As declarações foram dadas nesta sexta-feira (17), durante entrevista ao programa Os Três Poderes, da revista Veja.
Ao comentar pesquisas de opinião, Valdemar afirmou que a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022 esteve relacionada à menor adesão entre as mulheres e defendeu que o partido não repita o mesmo cenário nas próximas eleições.
“Está provado que as mulheres derrotaram a gente em 2022. Eu espero que a gente não cometa o mesmo erro agora. As mulheres são muito importantes na nossa campanha, inclusive no que diz respeito à Michelle Bolsonaro. Nós precisamos da Michelle na campanha”, afirmou.
Tentativa de reaproximação
Valdemar revelou que vem atuando para reduzir o desgaste entre Michelle e Flávio, que protagonizaram divergências nas últimas semanas. Segundo ele, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio, foi acionado para ajudar na interlocução.
O presidente do PL também elogiou o trabalho desenvolvido pela ex-primeira-dama à frente do PL Mulher, cargo que ela deixou recentemente.
“Ela é uma figura nacional, conseguiu instalar o PL Mulher em todo o Brasil com sucesso. Ela tem carisma, fala bem e conquistou esse espaço. Não podemos tê-la fora da campanha”, disse.
“Briga de família”
Durante a entrevista, Valdemar classificou o impasse entre Michelle e Flávio como uma “briga de família” e afirmou que a manutenção do conflito pode comprometer o desempenho eleitoral da direita.
“Nós temos que acertar isso aí. É briga de família, mas nós temos que resolver. Não podemos perder a eleição. Precisamos das mulheres”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de os dois voltarem a aparecer juntos durante a campanha, o dirigente afirmou acreditar em uma reconciliação.
Segundo Valdemar, tanto Michelle quanto Flávio têm interesse em superar as divergências, e uma eventual derrota eleitoral poderia agravar a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Acredito que isso é possível. É ruim para os dois. Estou pedindo ajuda das pessoas próximas para que essa aproximação aconteça”, afirmou.