O programa ALive desta quinta-feira (16) abordou a confirmação feita ontem (15) pelo governo dos Estados Unidos sobre a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A cobrança entra em vigor em 22 de julho, mas não será aplicada a mercadorias que já tiverem deixado o Brasil com destino aos EUA.
O tarifaço ocorre após uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que durou 1 ano e foi baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo norte-americano apurar e adotar medidas contra possíveis barreiras comerciais impostas por outros países.
O governo Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os Estados Unidos. Entre os pontos citados estão o sistema de pagamentos Pix, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.
Durante o programa, o apresentador Claudio Dantas destacou, com base em dados do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), que utilizou informações do próprio governo petista para medir os efeitos da 1ª taxação de Trump no ano passado, que o Nordeste foi a região mais afetada do país.
Entre julho e agosto de 2025, as exportações do Nordeste para os Estados Unidos caíram 52,7%. “A queda é generalizada, mas ela é sentida sempre nos estados mais pobres”, disse Dantas. “Se você exporta menos, você produz menos, você gera menos emprego”.
O jornalista também criticou esquerdistas que defendem que a redução das exportações poderia beneficiar o Brasil com a queda dos preços internos. “Seu animal, […] sabe o que vai acontecer na sequência? Vai fechar a produção. Sabe o que está acontecendo agora no Nordeste? A produção está fechando”, explicou Dantas.
“Sabe o que isso significa? Desemprego. A mão de obra vai ser cortada também, seu estúpido”, completou o jornalista.
