Nunes Marques manda retirar vídeo de petista que associa Flávio ao PCC
Brasília, Quinta, 16 de julho de 2026
Justiça

Nunes Marques manda retirar vídeo de petista que associa Flávio ao PCC

Segundo o ministro, vídeo contém fatos “notoriamente inverídicos ou descontextualizados”

Nunes Marques
Foto: Rosinei Coutinho/STF

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Por Redação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, determinou a retirada do ar de vídeo publicado no site Plantão Brasil e no YouTube que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, à prática de crimes como lavagem de dinheiro, peculato, evasão de divisas e ligação com o PCC.

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A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16) em caráter liminar, após representação apresentada pelo PL. Nunes Marques determinou prazo de 24h para a remoção do conteúdo e proibiu o responsável pelas publicações, o influencer petista Thiago dos Reis Pereira dos Santos, de republicar ou divulgar o material, sob pena de multa.

O ministro do TSE também ordenou que o YouTube seja comunicado para cumprir a decisão. A medida vale ainda para eventuais reproduções idênticas do vídeo que tentem driblar os mecanismos de identificação da plataforma.

Na ação, o PL afirmou que o conteúdo apresenta como fatos confirmados acusações criminais contra Flávio sem respaldo em investigações ou decisões judiciais. Segundo o partido, o vídeo, publicado em 26 de junho, alcançou cerca de 152 mil visualizações em cinco dias, além de 25 mil curtidas e mais de mil comentários.

Ao analisar o caso, Nunes Marques afirmou que a liberdade de expressão tem papel central no debate político e que a Justiça Eleitoral deve observar o princípio da mínima intervenção, especialmente em manifestações contra agentes públicos e pré-candidatos.

O ministro ressaltou, porém, que essa proteção não alcança conteúdos que atribuam crimes como fatos comprovados ou divulguem informações consideradas falsas.

Segundo a decisão, o vídeo ultrapassou os limites da crítica política ao atribuir, de forma categórica, a Flávio Bolsonaro a prática de crimes patrimoniais e supostos vínculos com organização criminosa sem a existência de decisão judicial, indiciamento ou denúncia que sustentem as afirmações.

Nunes Marques afirmou ainda que a investigação mencionada no vídeo envolve, até o momento, terceiros ligados à produtora do filme Dark Horse, e não o senador.

O material, segundo o ministro do TSE, divulga fatos “notoriamente inverídicos ou descontextualizados com potencial de dano à integridade do processo eleitoral”.

“O conteúdo impugnado permanece disponível nas plataformas indicadas e, em apenas cinco dias de veiculação, alcançou expressivo número de visualizações, curtidas e comentários, circunstância que evidencia potencial concreto de induzir o eleitorado a erro em momento de pré-campanha, quando a formação da opinião pública sobre os pré-candidatos se revela particularmente sensível”, completou.

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