Durante o programa ALive desta quarta-feira (08), o analista internacional Márcio Coimbra parabenizou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo discurso na audiência promovida pelo governo dos Estados Unidos sobre a proposta de imposição de tarifas ao Brasil. Segundo ele, a participação do parlamentar foi um “show”.
A proposta de tarifa de 25% foi recomendada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que sustenta que práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio” norte-americano.
De acordo com Coimbra, a participação de Flávio mostra que o Brasil tem um “presidente de fato” e um “presidente de direito”: “O presidente de fato tá lá fora defendendo o Brasil. O presidente ainda em mandato, ele está aqui se escondendo, tentando provocar os Estados Unidos pra que os Estados Unidos adotem tarifas com o Brasil”.
Na visão do analista, Lula deseja que a possibilidade de imposição da tarifa contribua para “sua reeleição”: “Ele é claramente um anti-americano, ele é claramente alguém que não gosta dos Estados Unidos e prefere que o Brasil, ele se relacione com o quê? Com autocratas e ditadores, que é o hábito de Lula”.
Segundo Coimbra, o petista prefere “estar ao lado dos ditadores do Irã, do ditador da Rússia, do ditador da Bielorrússia, do ditador chinês”: “Ou seja, Lula não tem o hábito de andar ao lado de democracias e o Brasil precisa estar ao lado de países democráticos, com os quais nós dividimos valores, história, mercado livre, comércio, respeito às regras, regimes constitucionais”.
“É isso que Flávio está fazendo, defendendo uma relação histórica de mais de 200 anos com os Estados Unidos, que precisa ser preservada”, afirmou o analista. “Nós não precisamos abrir novos mercados no Irã, nós precisamos consolidar a parceria com países e regimes democráticos, como os Estados Unidos”.
Coimbra criticou ainda o fato de que Lula “colocou os nossos diplomatas como meros espectadores e deixou o Brasil a reboque” de empresários brasileiros. Ele afirmou também que os norte-americanos querem impor tarifas não apenas pela necessidade de “reequilibrar a sua economia”, mas também para “punir o nosso país por não estar agindo dentro de regras internacionais justas”.
“Ou seja, Lula não respeita os direitos humanos e o senador Flávio Bolsonaro está pedindo um tempo para que essas tarifas sejam suspensas até a decisão eleitoral no Brasil, para que essa eleição transcorra em normalidade e que o atual presidente não use o seu anti-americanismo como uma arma eleitoral”, afirmou.
O analista finalizou dizendo que tem certeza de que os Estados Unidos ouvirão Flávio e defendeu que o Brasil precisa de homens que entendam o país, não sejam bravateiros e trabalhem duro pela nação: “Aplausos ao que o senador Flávio Bolsonaro fez ontem”.

