ALive: Brasil é um país de castas, e o topo é ocupado pelo serviço público
Brasília, Quarta, 08 de julho de 2026
Política

ALive: Brasil é um país de castas, e o topo é ocupado pelo serviço público

"Isso aqui só é a demonstração de que a economia nossa no Brasil não é capitalista e ela está totalmente invertida"

ALive: Brasil é um país de castas, e o topo é ocupado pelo serviço público
Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O programa ALive desta quarta-feira (08) abordou levantamento da Receita que revela as profissões com os maiores patrimônios médios declarados no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). As informações têm como base as declarações do exercício de 2026, referentes ao ano-base 2025.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

De acordo com os dados do órgão, os titulares de cartórios lideram o ranking, com patrimônio médio declarado de R$ 3,3 milhões. A segunda posição é ocupada por ministros, juízes e desembargadores, que registraram média patrimonial de R$ 2,9 milhões.

Na sequência, aparecem procuradores e promotores, com patrimônio médio declarado de R$ 2,89 milhões. O levantamento aponta ainda que diplomatas têm patrimônio médio de R$ 2,52 milhões, enquanto atletas e desportistas completam a lista das cinco ocupações com maiores valores, com média de R$ 1,71 milhão.

De acordo com o apresentador Claudio Dantas, o levantamento deixa “muito claro que o Brasil é um país de castas, e as castas superiores são o serviço público”: “Aí você vai pensar, assim: ‘Não, então os professores estão lá no topo da cadeia alimentar’. Não, lógico que não, né? Não é todo o serviço público. É uma ilha dentro da ilha”.

“São castas mesmo, aqueles que têm o poder na mão, aliás, aqueles que hoje têm o poder na mão”, continuou Dantas, que destacou ainda que uma das únicas categorias da iniciativa privada que aparecem na lista são os “atletas esportivos”: “A gente está falando de mercado, de pessoas que vão lá, se esforçam, trabalham, treinam muito, viram grandes atletas e têm todo o direito de ter o seu ganho. Agora, acima deles, nós temos só servidores públicos”.

“Na metade da tabela para cima, nós temos serviço público. O cartório é a coisa mais incrível que a gente tem. É a coisa mais anacrônica que a gente tem”, criticou Dantas. “É o funcionário público mais bem pago”.

“Eu acho que o servidor público que faz bem o seu trabalho tem que ser bem remunerado. Mas isso aqui não é para estar no topo da tabela. Esse é o problema. Isso aqui era para estar invertido”, continuou.

O jornalista disse ainda que, na sua visão, “não faz sentido o privado ser menos remunerado” que o público: “Fica muito claro que o Estado é o sócio majoritário do ente privado. O Estado é sócio do teu negócio. O teu faturamento, você tem que pagar mais imposto do que o teu lucro líquido, porque você paga uma folha de pagamento, você paga imposto na matéria-prima que você compra, sobre o serviço que você presta, sobre o produto que você vende”.

“Então, no final das contas, isso aqui só é a demonstração de que a economia nossa no Brasil não é capitalista e ela está totalmente invertida”, criticou Dantas.

“Quer dizer, um sujeito para empreender no Brasil sofre pra cacete, assume o risco, tem um sócio majoritário no seu cangote sugando seu sangue e depois toma ainda processo trabalhista. É tratado na mídia e por essas lideranças de esquerda como se fosse um malfeitor, como se fosse um criminoso”, finalizou o apresentador.

ASSISTA AO PROGRAMA DE HOJE:

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade